Blog da UNEGRO do Rio Grande do Sul - veja no Linck abaixo as fotos do 3º Congresso Nacional


Abaixo assinado contra trabalho escravo

Abaixo assinado contra trabalho escravo

 

*Abaixo-assinado pede aprovação da "PEC do Trabalho Escravo" *

* *

Mais de 1,8 mil pessoas já assinaram o abaixo-assinado eletrônico (
http://www.reporter brasil.org. br/abaixo- assinado. php) e outras milhares
firmaram o documento em papel pedindo a aprovação da Proposta de Emenda
Constitucional (PEC) 438/2001, que determina o confisco da terra onde for
constatada a exploração de trabalho escravo.

A iniciativa partiu do "Movimento Nacional pela Aprovação da PEC 438 e pela
Erradicação do Trabalho Escravo", que realizou ato público no Congresso
Nacional com presença de autoridades do Poder Executivo, representantes de
instituições públicas, parlamentares e integrantes de organizações da
sociedade civil no dia 12 de março.

A proposta está estagnada desde agosto de 2004. Foi aprovada em primeiro
turno no Plenário da Câmara dos Deputados e aguarda apreciação em segundo
turno. A emenda já passou pelo Senado e, se aprovada, deverá ser remetida
novamente aos senadores por causa de mudanças efetuadas na Câmara. O
presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), declarou que está disposto a
colocar a matéria em pauta, mas recomendou a intensificação de mobilizações
em torno do tema.

Outros 11 projetos relacionados ao combate à escravidão continuam estagnados
no Parlamento, como ocorre com a "PEC do Trabalho Escravo".

"A Constituição do Brasil afirma que toda propriedade rural deve cumprir
função social. Portanto, não pode ser utilizada como instrumento de opressão
ou submissão de qualquer pessoa. Porém, o que se vê pelo país,
principalmente nas regiões de fronteira agrícola, são casos de fazendeiros
que, em suas terras, reduzem trabalhadores à condição de escravos - crime
previsto no artigo 149 do Código Penal. Desde 1995, mais de 28 mil pessoas
foram libertadas dessas condições pelo governo federal", justifica o texto
do abaixo-assinado.

De acordo com Xavier Plassat, que coordena a Campanha Contra o Trabalho
Escravo da Comissão Pastoral da Terra (CPT), o abaixo-assinado está sendo
distribuído Brasil afora por organizações de base e certamente será
referendado pelo conjunto dos trabalhadores rurais. "Está claro que quem
comete o crime de escravidão precisa ser punido. E nada mais justo que as
terras sejam destinadas à reforma agrária", analisa.

Integram o movimento: a Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo no Senado
Federal, Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo, Degradante e Trabalho
Infantil na Câmara dos Deputados, Secretaria Especial dos Direitos Humanos,
OIT, CPT, Fórum Nacional da Reforma Agrária, MST, Via Campesina, Contag,
Fetraf, Coetrae-MA, Coetrae-TO, CDVDH, CRS, Sinait, Anamatra, ANPT, ANPR,
AMB, Ajufe, OAB, Abra,Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo,
Movimento Humanos Direitos, Repórter Brasil, Instituto Ethos de Empresas e
Responsabilidade Social, entre outros.

O texto do documento salienta que a PEC 438/2001 é um instrumento relevante
para a abolição da escravidão contemporânea. "Neste ano em que a Lei Áurea
faz 120 anos, os senhores congressistas podem tornar-se parte da história,
garantindo dignidade ao trabalhador brasileiro".

Clique aqui ( http://www.reporter brasil.org. br/abaixo- assinado. phppara )
visualizar e assinar o abaixo-assinado.



MADGE



Escrito por Unegro RS às 16h37
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Neoescravismo

Trabalho escravo poderá ter punições mais rígidas


A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados continua, nesta quarta-feira (26), às 10h, os debates sobre o PL 5.016/05 (no senado PLS 208/03), do senador Tasso Jereissati (PSDB/CE), que pune com mais rigidez o trabalho escravo.

 

A proposta estabelece penalidades para o trabalho escravo, altera dispositivos do Decreto-Lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), e da Lei 5.889, de 8 de junho de 1973, que regula o trabalho rural.

 

O colegiado deu início aos debates na última terça-feira (18), em reunião ordinária da Comissão. Porém, a proposta não pôde ser analisada devido a um pedido de vista do deputado Nelson Marquezelli (PTB/SP). O deputado declarou que é contra o projeto. O relator da matéria é o deputado Vicentinho (PT/SP) e seu parecer é pela aprovação da matéria

 

Requerimentos

Antes de dar prosseguimento aos debates sobre o trabalho escravo, o colegiado deverá apreciar alguns requerimentos, entre eles o da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM). A parlamentar quer debater a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários. A deputada convida representantes do Governo Federal e da sociedade civil para o debate.

 

Outro requerimento convida os sindicatos de servidores públicos para debater com os parlamentares a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata de negociação coletiva no serviço público. O pedido de audiência é do deputado Daniel Almeida (PCdoB/BA).

 

Audiência

A Comissão realiza, nesta quinta-feira (27), às 10h audiência pública para debater sobre a sobre o PL 7.663/06, que altera dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para reduzir a jornada de trabalho no Brasil para 40 horas semanais. O debate foi solicitado pelo deputado Roberto Santiago (PV/SP), que é relator do projeto.

 

O projeto fixa em 40 horas a jornada semanal de trabalho; exige negociação coletiva para horas extras; exige cartão de ponto ou ponto eletrônico, inclusive para micro e pequenas empresas; obriga o pagamento cumulativo dos adicionais de insalubridade e periculosidade e institui o adicional de penosidade.

 

Foram convidadas todas as centrais sindicais, representantes das confederações patronais, além do presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Cláudio José Montesso, e do presidente do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), professor Celso Napolitano.

  

Todos os encontros do colegiado acontecem no plenário 12 do anexo II da Câmara dos Deputados.


Escrito por Unegro RS às 10h30
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




SEPPIR

Seppir destina R$ 18 milhões para fomentar política de igualdade racial em estados e municípios
24/03/2008 - 16:41

A expansão de 490 órgãos de igualdade racial para 800 é a meta do Fipir (Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial) para os próximos dois anos. O quadro de investimentos, que contará com aporte de R$ 18 milhões em gestão pública e controle social, será apresentado em detalhe para gestores municipais, estaduais e federais durante o VII Encontro Nacional, que se inicia na quarta-feira (26), às 9h, no Hotel Blue Tree, em Brasília. A abertura solene terá as presenças dos ministros da Igualdade Racial, Edson Santos, e de Relações Institucionais, José Múcio. 

“Esse encontro possibilita a mostra dos frutos e conquistas até o momento pelo olhar das instâncias governamentais de execução das políticas de igualdade racial. Será um espaço para trocas e sinalizações do que deve ser aprimorado e intensificado”, considera a coordenadora do Fipir, Maria do Carmo Ferreira da Silva.

Segundo Maria do Carmo, o investimento de R$ 18 milhões até 2010 prevê a formação de gestores, realização de encontros regionais, repasse aos estados para elaboração dos 27 Planos Estaduais de Promoção da Igualdade Racial e articulação com a sociedade civil através de conselhos estaduais e municipais de igualdade racial ou de direitos da população negra – ação que será coordenada pelo CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial).

Maria do Carmo informa que o Fipir passará a ter gerenciamento regional através do trabalho de consultores de igualdade racial vinculados à Seppir. Até o final deste ano, o Fipir terá um investimento de R$ 5 milhões para realização de oficinas regionais – uma por região, com duração de seis dias – e visitas técnicas. 

A formação dos gestores estará baseada nos cinco eixos apontados no planejamento da Seppir para 2008-2010, finalizado em dezembro de 2007. São áreas prioritárias: saúde, educação, segurança pública, trabalho e renda e acesso à terra. “Teremos cinco oficinas regionais por ano, reuniões sistemáticas com as coordenações regionais e estaduais do Fipir, além de encontros regionais e nacional”, explica a coordenadora Maria do Carmo Ferreira da Silva.

Mostra de resultados
O ato solene de instalação do VII Encontro Nacional do Fipir será antecido pela inauguração de Exposição Temática Regional, às 19h, desta terça-feira (25). Estarão em evidência, experiências exitosas e boas práticas de estados e municípios no âmbito da igualdade racial.

Haverá também a pré-estréia do documentário Por Um Fio, que registra os marcos históricos e o cotidiano da comunidade quilombola de Pombal (GO). O filme tem duração de 30 minutos e é uma produção da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação). Na seqüência, o grupo Saldanha Rolim e Tambores fará performance musical.


VII Encontro Nacional do Fipir – Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial
Local: Hotel Blue Tree – Brasília/DF
Datas:  de 25 a 27 de março de 2008


25/3, 19h - Inauguração de Exposição Temática, com experiências existosas de municípios, e pré-estréia do documentário Por Um Fio, produzido pela EBC (Empresa Brasileira de Comunicação)
26/3 – Abertura solene, às 9h, com as presenças do ministros Edson Santos (Igualdade Racial) e José Múcio (Relações Institucionais)


Assessoria de Comunicação Social Seppir/PR




Escrito por Unegro RS às 10h23
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




CONVITE

Venho por meio deste convidá-los(as) a participar da reunião de rearticulação do Conselho Gestor do Projeto Museu de Percurso, formado por representantes do poder público municipal e pelo CRAB. A proposta é abrir espaço a todas as entidades que tenham interesse em participar desse processo que vem sendo construído pelo Movimento Negro de Porto Alegre na última década. Esse Conselho é responsável pela escolha dos rumos e ações relacionadas ao museu, visando garantir a transparência na discussão e implementação desse projeto.

Entre as 26 cidades brasileiras abrangidas pelo Projeto Monumenta, Porto Alegre é a única que possui um projeto voltado para o povo negro, uma conquista das organizações do movimento social negro que hoje se encontra em fase de implementação por meio de convênio que será realizado com Instituição a ser escolhida pelo Monumenta junto do Conselho Gestor.

Data da Reunião: 25 de março

Horário: 13:30h

Local: Sala 10 Mercado Público

Museu de Percurso do Negro em Porto Alegre:

O que é: Trata-se de estabelecer no centro histórico e Porto Alegre um roteiro de fruição, memória e história que estabeleça uma relação de identidade para a etnia negra. Esse roteiro será referenciado a partir da construção de 04 marcos (monumentos) construídos de forma coletiva numa oficina por artistas negros. Este percurso será apresentado por monitores com o seguinte perfil: 10 jovens indicados pelo movimento negro (5) e pela fasc em igual número. Os mesmos serão qualificados pare este fim.

Histórico: Este projeto nasceu por demanda do movimento negro de por volta do ano de 2002, e sua base era a constatação da invisibilidade da etnia negra quanto ao patrimônio e acervo material no território da cidade. Em outras palavras não há uma representação da cultura negra e sua contribuição, na arquitetura, estatuária, monumentos, nomes de ruas, etc. A história do negro na cidade e suas marcas em territórios como o centro de Porto Alegre, o Parque Farroupilha (Redenção) a ex- Colônia Africana (Bairro Rio Branco) e outros, foram paulatinamente apagadas. Por outro lado, o restabelecimento da memória da etnia negra na formação da cidade por meio da cultura material, deveria ser realizada levando em consideração os parâmetros dessa cultura, como a ancestralidade, a solidariedade e a construção coletiva. Nos anos de 1996/97 começaram a ser realizados seminários que se seguiram em mais duas edições em anos vindouros, apoiados pela administração municipal que tiveram por objetivo a constituição de um Centro de Referência Afro-brasileiro - Crab, que encampou a idéia, como seu projeto piloto de estruturar este Museu. Originalmente o mesmo deveria se estender lugares na capital marcantes para a memória negra, no entanto, por falta de recursos municipais, o conceito deste museu passou a fazer parte das ações concorrentes do projeto Monumenta/Porto Alegre que começou a consolidar sua atuação a partir do ano de 2004, ano em que a idéia deste Museu foi formatada como um projeto para ser desenvolvido dentro as ações do Monumenta, o que o restringiu à área do centro histórico.

Dificuldades: As dificuldades para a implantação do museu são de duas ordens: A primeira de parte do próprio Programa Monumenta, que por estar diante de um projeto inovador, também diante do processo de construção coletiva, precisa buscar mecanismos de adaptar esse museu ás normas e á legislação em vigor. Este fato produziu e produz constantes mudanças no formato do projeto e nas alternativas e contratar as entidades, e ou empresas ou profissionais qualificados para o andamento desta tarefa.

A segunda ordem de dificuldades é a constituição e atuação do Conselho Gestor do Museu, que em parte devido ás dificuldades apontadas acima e em parte por problemas de outra ordem, não consegue a mobilização esperada para viabilizar o museu. Essa desmobilização de dá tanto do lado da administração municipal, que não indica a três anos seus representantes quanto a sociedade civil que por força de outros motivos também deixa a desejar nesse aspecto. Ressalve-se que um núcleo do Crab continua participando do Conselho.

O que já foi feito: a) formatação e adaptação da idéia do museu em projeto no formato exigido para fazer parte das Ações concorrentes do Projeto Monumenta ; Instalação do Conselho Gestor com representação da Prefeitura e do Crab, que funcionou (com alguma dificuldade) até aproximadamente meados de 2005. c) Contratação e execução de Pesquisa antropológica por edital da Unesco (2007); d) Contratação e execução do Plano Museológico e Projeto Museográfico por edital da Unesco (2007)

O Que é o Programa Monumenta

O Programa Monumenta. é um programa do Ministério da Cultura dispõe de recursos oriundos do orçamento federal, de financiamento do BID- Banco Interamericano de Desenvolvimento e das Prefeituras onde o Programa está inserido e conta com a parceria da UNESCO e da Caixa Econômica Federal e vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).. O Projeto (denominação nas localidades) Monumenta é administrado em Porto Alegre pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal da Cultura, contando com a cooperação de várias outras secretarias, entre as quais Smov, responsável por todas as licitações das obras de restauração do Monumenta.

A principal motivação do mesmo é atuar nos sítios históricos urbanos brasileiros, não apenas como um programa de recuperação física de monumentos, mas visando criar referenciais para prática da gestão sustentada do patrimônio cultural.

Seu conceito é inovador. Enquanto restaura obras, busca conciliar esta ação com a sustentabilidade dos sítios históricos, motivando seus usos econômico, cultural e social, estimulando atividades econômicas associadas aos centros históricos e fortalecendo as estruturas turísticas locais. Hoje 26 históricas cidades de todas as regiões são contempladas pelo Monumenta.

"Ações Concorrentes"

"Ações Concorrentes" é a denominação dada às iniciativas no campo da economia da cultura e no fortalecimento da relação dos grupos sociais com o patrimônio cultural da cidade.

São exemplos, o projeto de qualificação dos artesãos da Praça da alfândega que resultou no desenvolvimento de uma coleção para os seus produtos denominada de Coleção Jacarandá, que valoriza a forte presença do Jacarandá na Praça. Este trabalho está registrado em uma publicação de 2004, denominada "Nós somos da Praça".

Destacamos ainda as escavações arqueológicas na Praça da Alfândega que revelaram as escadarias do antigo cais do porto da cidade, de 1958. O processo para chegar àquela atividade implicou em oficinas de formação de estudantes nas técnicas da arqueologia em parceria com a FAPA-Faculdades Portoalegrense.

Projeto desenvolve também, juntamente com o Instituto Pão dos Pobres um curso de qualificação em marcenaria e carpintaria para a restauração de edificações históricas, voltado para jovens em situação de vulnerabilidade social, visando formar mão de obra também para construção civil em geral.

A aproximação entre os grupos sociais que dão vivacidade à cidade e o seu patrimônio são fortalecidas em dois projetos: o Projeto Interpretativo do Centro Histórico que busca desenvolver uma "leitura" das ruas através de painéis informativos em pontos estratégicos do centro, placas de ruas com os nomes antigos das mesmas e identificação de prédios de importância histórica. Outro, é o Museu de Percurso do Negro em Porto Alegre de identificação dos "territórios negros" na área de atuação do Projeto e nestes locais erguer marcos físicos construídos por artistas plásticos negros de forma coletiva através de oficinas.

Letícia Núñez Almeida

Coordenadora do Núcleo de Políticas para o Povo Negro

Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana

Prefeitura de Porto Alegre

Tels: 32897037 32897017 32897049



Escrito por Unegro RS às 10h20
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Aniversário

 

20 Anos de CODENE no RS

*José Antonio dos Santos da Silva

Em 04 de maio de 2008, comemoraremos 20 Anos de Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado do RS – CODENE. Criado pelo Decreto n° 32.813, de 04 de maio de 1988, junto ao Gabinete do Governador do Estado, mostrava a visão política dos militantes do movimento negro, na liderança de Gustavo Paiva.

Neste período cabia ao Conselho: desenvolver estudos relativos à condição da comunidade negra e propor medidas que visem à defesa dos seus direitos, à eliminação das discriminações que a atingem e à sua plena integração na vida sócio-econômica, política e cultural.

Em 25 de abril de 2003, foi criada a Lei n° 11.901, que ratificou a criação do Conselho e ampliou suas competências:

Þ        Definir diretrizes para formulação das políticas públicas, direcionadas à Comunidade Afro-descendente no Estado, de acordo com as deliberações da Conferência Estadual;

Þ        Deliberar, acompanhar e fiscalizar a execução das políticas estaduais voltadas à Comunidade Afro-descendnete, estabelecendo prioridades, editando normas gerais e fiscalizando as ações definidas;

Þ        Participar da elaboração da proposta orçamentária do Governo do Estado no que diz respeito à Comunidade Afro-descendente;

Þ        Apreciar e/ou propor a elaboração e a reforma da legislação estadual pertinente aos direitos da Comunidade Afro-descendnete;

Þ        Apoiar os Conselhos Municipais da Comunidade Afro-descendente, bem como órgãos e entidades governamentais e não-governamentais, objetivando a efetivação das normas, princípios e diretrizes estabelecidas pela Política Estadual direcionada à Comunidade Afro-descendnete;

Þ        Contribuir na definição dos critérios de destinação dos recursos financeiros públicos às instituições que prestam serviços à Comunidade Afro-descendente;

Þ        Convocar as entidades da sociedade civil, representativas do Movimento Negro, previstas no art 6°, II, desta Lei, para o fórum estadual no qual serão eleitos seus representantes para o Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra;

Þ        Convocar a cada 02 (dois) anos a Conferência Estadual da Comunidade Negra.

Por tanto, considerando a importância de comemorarmos os 20 anos de criação deste Conselho;

Considerando a necessidade de resgatarmos e diminuirmos as distâncias impostas nestes 20 Anos entre o Conselho e as Organizações do movimento negro;

Considerando a importância de sua contribuição na elaboração das Políticas Publicas voltada a Comunidade Negra de nosso Estado.

Estamos preparando uma série de atividades, como Seminários; Palestras; Homenagens; etc.

Sua presença e muito importante, é para podermos lhe manter informado do que o Nosso Conselho vem realizando, estamos pedindo para Cadastrar-se e Cadastrar sua Entidade/Organização para receber informações do CODENE/RS.

Envie ficha em anexo para:

Endereço: Rua Miguel Teixeira, 86 – Cidade Baixa – Porto Alegre – CEP: 90.050-250.

E-mail: codene@sjds.rs.gov.br

 

Att.

José Antonio dos Santos da Silva

Presidente do CODENE/RS

 



Escrito por Unegro RS às 10h02
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A Páscoa afrobrasileira é uma Páscoa Quilombola.

19/03/2008 

A Páscoa afrobrasileira é uma Páscoa Quilombola.


O legado da Páscoa é uma tradição religiosa que senão é praticada por todos, ao menos é muito bem lembrada pela propaganda comercial que faz o apelo ao consumo massivo de produtos típicos transferindo para o ato consumista a fé popular.

A ampliação da consciência e das expressões da identidade negra, o desenvolvimento cultural afrobrasileiro contemporâneo e o crescimento da sua participatividade social e política implicam uma ressignificação ou a criação de novos símbolos que representem este ethos afrodescendente.

A palavra Páscoa deriva da palavra Pessach de origem hebraica que significa a Passagem que marca o evento de fuga do povo judeu da escravidão no Egito.

Na origem da Páscoa cristã se encontra uma simbologia multicultural composta por diversas religiosidades presente em diversos povos.

Da religiosidade celta foi apropriado o símbolo da fertilidade representado pelo coelho, os ovos estão presentes em todas as culturas desde a mais remota antiguidade e também representam a fertilidade.

Estes significados de passagem - Pessach - no sentido de uma mudança libertadora, da fertilidade em que o coelho e o ovo representam o nascimento ou o renascimento foram os que deram significado a Ressurreição e a celebração da Páscoa cristã estabelecida no Concílio de Nicéia no ano 325.

O uso do chocolate na Páscoa é uma contribuição dos espanhóis e franceses iniciada aproximadamente no século XIX quando seu uso substituiu os ovos de aves cozidos e decorados e os ovos de confeitaria que eram feitos com açúcar. O chocolate originário da região amazônica e que foi levado para a Europa pelos espanhóis propicia uma ligação com a origem e uso sagrado do cacau pelos povos maias e astecas nas Américas.

Para os brasileiros os quilombos representam a passagem para o renascimento do povo negro que chegou aqui escravizado e neles construiu o sentido mais profundo da formação da identidade negra na diáspora africana no Brasil colonial.

O nexo da vivência libertadora nos quilombos é dado pela transformação criativa da vida em busca de um novo sentido para a sua sobrevivência individual e coletiva. Uma transformação que ocorre através de adaptações, resignificações e invenções que criam um vasto e novo campo de possibilidades e experimentações sociais, culturais e religiosas.

Portanto, ousemos tanto quanto nos for possível por nossa vontade, capacidade criadora e por uma necessidade primordial de resistência à opressão racista cotidiana e também, pela necessidade de reinventarmos a identidade nacional porque pretendemos um país melhor.

Hoje, nas celebrações da Páscoa é mais preponderante um caráter comercial que se apropriou dos símbolos religiosos para promover os produtos gastronômicos típicos da comemoração transformando o consumo num novo ato religioso.

A Páscoa quilombola deve ser vista como uma expressão cultural afrobrasileira para se comemorar a luta do povo negro que viveu a sua ‘diáspora’ no tráfico negreiro e a sua 'epopéia' na luta, fuga e resistência a escravidão realizando nos quilombos espalhados por todo o país e ainda hoje existentes um recomeço para uma nova existência com dignidade e justiça.

Os quilombos estão inscritos na história do Brasil e são um símbolo da cultura nacional e da luta contra a escravidão colonial.

Por um lado, estamos impregnados pelos símbolos cristãos por crenças, hábitos, costumes, afetos, desejos e também pelos hábitos de consumo que traduzem esta tradição.

Por outro lado, também estamos pregnados de necessidades, valores e desejos de reconstrução de uma identidade negra nacional e libertadora que tem seu mais profundo sentido numa vivência sem as amarras do racismo.

É aí que podemos encontrar o sentido para uma ressignificação da Páscoa numa perspectiva afrobrasileira autêntica e libertadora dos símbolos que serviram à opressão do povo negro.

Cada data de nosso calendário nacional precisa se libertar dos significados opressivos distinguindo-se das formas de comemorações que naturalizam a opressão e a desigualdade social.


Com a lei 11.645 negros e indígenas finalmente tem assegurados o direito a reescreverem e conhecerem a sua própria história. História que os ativistas, educadores, publicistas entre outros profissionais comprometidos com a ética da educação e das comunicações devem refletir e aprofundar como questões em seu processo contínuo de reescrita.<

Po



Escrito por Unegro RS às 10h09
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Ativista do Harlen torna-se o primeiro governador de Nova York negro e cego

Mundo

18/03/2008

David Paterson, novo governador do Estado de Nova York, tomou posse nesta segunda-feira, 17, e se tornou o primeiro chefe do executivo estadual negro e cego. Paterson foi interrompido várias vezes, no seu discurso de posse, por estrondosos aplausos. Ele sucedeu a Eliot Spitzer, que renunciou na semana passada após se envolver em um escândalo de prostituição.
"Esta transição de hoje é uma mensagem histórica ao mundo: de que nós vivemos de acordo com os valores que professamos e somos um governo de leis, não de indivíduos," disse Paterson.
Paterson, de 53 anos, era vice de Spitzer. Ele virou o 55º governador do Estado de Nova York. Ele disse que sua medida mais urgente será trabalhar para obter uma rápida aprovação do orçamento do governo, que tem um prazo final em 1º de abril para ser aprovado. O orçamento 2008 de Nova York é de US$ 124 bilhões.

FONTE:  Jornal A Tarde

            Crédito: Agencia Estado

 

 

 



Escrito por Unegro RS às 10h04
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Opinião

***Pesquisa revela 'segregação racial' no País***

 

Padrão do perfil se mantém há sete anos: o que predomina é mulher, branca,

do interior; 84% são brancos e 90% não trabalham, prova de que a universidade pública ainda é para a "elite" .

Quem entra na USP de Ribeirão Preto: brancos representam 84% do totla de

alunos, e 90% não trabalham. Na primeira chamada da Fuvest este ano fizeram matrícula 82% dos convocados  para os cursos do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão

Preto. O curioso revelado pela pesquisa Perfil do Calouro é que os novos universi­tários estão totalmente conectados à rede mundial de computadores (100%). O acesso é diário para 72%, enquanto 82% disseram, ter computador pessoal e 77% pagam pelo ser­viço.

Mas o levantamento traz um dado preocupante, que acentua a "se­gregação racial" no País: 84% dos novos alunos são brancos, contra 9% de pardos, 6% de amarelos, 0,5% de índios e

apenas 1,5% de afro-descen­dentes. Noventa por cento não tra­balham, prova  de que universidade pública ainda é para a "elite". Nos cursos ele Medicina e Direito, dois dos mais concorridos, a pesquisa aponta que não há negros.

 

No pri­meiro, 85% declararam-se brancos, 9°l, disseram que são pardos e 7% são orientais. No curso de advocacia existem 83% dê brancos, 10% de par­dos, 6% de amarelos e 1% de índigenas.

Para o prefeito do campus da USP-RP, o psicólogo José Apareci­do daSilva, "o problema está no sis­tema educacional brasileiro, na falta de projetos que valorizem o talento, que garantam emprego aos pais e educação aos filhos. As pessoas mais lu milder estimulam os filhos a tra­balhar para ajudar a aumentar a renda famriliai; não têm escolha. 0 governo, em todas as suas esferas, precisa formular uni programa que garanta a boa educação aos jovens. E isso deve começar antes mesmo da idade escolar. " Ele ressalta ainda que o país precisa pensar a inclusão social a partir da educação, e não so­mente no âmbito econômico. Mas essas estapas devem ser vencidas si­multaneamente. "Os pais precisam ter renda suficiente para manter os filhos na escola", diz. Ele também afirma que o Estado deve incentivar as pesquisas, a leitura, a busca pelo conhecimento. "Mas tem que ofere­cer  condições para isso", emenda.

 

Para Ricardo Wesley Martins, assessor para Promoção da Igualda­de Racial da prefeitura de Ribeirão Preto, o problema é histórico e só será combatido com uma política anti­racismo de verdade. "Desde a aboli­ção da escravatura  o Brasil convi­ve com uma política de `embranquecimento'. Substituíram: os negros pelos europeus, proibiram os afro-descendentes de freqüentar a escola e promoveram outras ações que deram aos negros uni papel se­cundário. Para

um país cuja popu­lação tem 50% de negros, esses nú­meros da USP são um verdadeiro absurdo. Não há negros nos cursos de Medicina e Direito, por exemplo ", diz, ressaltando que o sistema edu­cacional nacional é frágil, mas não é o fator mais importante. "Faltam opor­tunidades, mesmo".

 

*(cotas para negros)***

 

Entre tantos desencontros, pelo menos há um dado relevante: quatro calouros, cerca de pouco menos de 0,5% do total dos matriculados na primeira chamada, se declararam in­dígenas, mas são apenas descenden­tes, somente netos ou bisnetos de índios. A pesquisa conf ninou o que se esperava: o padrão do calouro mais uma vez se mantém, ou seja, 51% dos matriculados são do sexo  femini­no. Este quadro não se altera desde 2001. O calouro padrão tem 18 anos (32%) e é branco (84%). A renda média está entre R$ 3 e R$ 5 mil (21 %). A maioria dos calouros, 90%, declarou que não trabalha e 46%, vêm de família com quatro membros.

 

O padrão indica também que o calouro cursou os ensinos fundamen­tal (61%) e médio (76%) na escola particular, mas não escapou do cur­sinho (71 %).  Nasceu (41 %n), morou (42%) e a família ainda reside (43%) no interior do  Estado de São Paulo e a mais de 100 quilômetros de Ribei­rão Preto. Com relação ao grau de escolaridade do pai e da mãe, ambos com 42%, têm curso

superior com­pleto segundo resposta dos calouros. O ingressante na USP Ribeirão lê em espanhol (66%) e domina o inglês, língua que, fala, lê e escreve (60%).

 

*Indios chegam à USP-*

 

A pes­quisa Perfil do Calouro da USP em Ribeirão Preto traz uma curiosidade: desde que começou, em 1993, a iden­tificar quem é o aluno que ingressa na universidade, nunca tinha detectado tantos

"bi.xos"que se declararam da raça indígena. Foram quatro no total neste ano. Eles vão cursar Enferma­gem, Direito, Economia Empresarial e Música. Pelo menos três deles são netos e bisnetos de índios. Segundo o professor Marco Antonio de Almeida, sociólogo e coordenador do curso de Ciência da Informação e Do­cumentação, da Faculdade de Viloso­fia, Ciências e Letras (FFCLIZP), o

Brasil é diferente de outros países porque possui, por sua própria his­tória de miscigenação e imigração, fronteiras relativamente tênues no que tange às classificações de raça (étni­cas).-Além disso, segundo ele, existe hoje um discurso de valorização do multiculturalismo e do respeito às múltiplas identidades, que faz com que as diferenças de raça sejam minimizadas.

 

Isso não quer dizer que elas de­sapareçam, ou mesmo se sobrepo­nham as diferenças socioeconômicas (essas sim cada vez mais significati­vas). "Essa `fluidez' é mais percep­tível entre os jovens, talvez mais in­fluenciados pelo discurso 'politica­mente correto' dos meios de comuni­cação-vide as propagandas anti-ra­cistas ou de respeito às diferenças da MTV, por exemplo.

 

Desse modo, as pessoas podem criar filiações 'mis­tas' a partir de sua histórias familiar: a avó índia, o bisavô negro, a bisavó polonesa etc, ou mesmo a partir de suas identificações com as manifes­tações culturais a pessoa `se sente' negro a partir de sua participação no candomblé e/ou no samba, por exem­plo", analisa.

 

O perfil do calouro desse ano re­vela que predomina o ingresso de brancos, 84%, com pequeno aumen­to dos pardos, de 8% para 9%. A maior população de brancos está no curso de Biologia, 97%, e a menor, na Ciência da Informação e Documen­tação, com 65%. Esse curso, por ou­tro lado, tem o maior número de par­dos, 23%. O curso de Música tem o maior número de negros, 8%.

 

 

Dennis de Oliveira

Professor ECA/USP



Escrito por Unegro RS às 15h13
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Imprensa

Notícias

Opinião: O direito divino da liberdade de “imprensa”

Por Dennis de Oliveira [Sexta-Feira, 14 de Março de 2008 às 18:16hs]

Impressionante a repercussão que os jornais – em particular a Folha de S. Paulo – têm dado a onda de ações judiciais que a Igreja Universal do Reino de Deus e a Força Sindical estão movendo contra os órgãos de comunicação em virtude de acharem-se prejudicados e ofendidos em matérias recentemente publicadas. Na terça-feira, dia 11 de março, chamada de capa informa “OEA cobra Brasil sobre ameaças à imprensa”. O tom da matéria é capcioso: no lide, informa que “preocuparam especialmente os quatro membros da CIDH medidas cautelares impetradas por juízes contra jornalistas que poderiam caracterizar censura prévia, proibida pela Corte Interamericana.” Depois, cita denúncias de três ONGs – a Abraji (Associação Brasileira e Jornalismo Investigativo), Article 19 e o Cejil (Centro de Justiça e Direito Internacional) – de que haveria no Brasil “o uso abusivo de ações de danos morais decorrentes de declarações alegadamente difamatórias por políticos e oficiais de governo e o alto número de ações de difamação propostas por membros de grupos contra jornalistas e empresas de comunicação.”
 Aí, o gancho foi bem aproveitado pelo redator da Folha: citou como exemplo, as ações da IURD e da Força Sindical contra o jornal.
 Antes disto um colunista do jornal já tinha utilizado o seu espaço de opinião para desancar a Força Sindical, utilizando, inclusive, um termo pejorativo criado pelos sindicalistas arqui-rivais da CUT: Farsa Sindical.
 O direito à liberdade de expressão é integrante do grande projeto liberal oriundo do período da modernidade, quando a burguesia atua radicalmente para destruir as bases da sociedade aristocrática. Integra os principais documentos-manifestos deste período, como a Declaração dos Direitos da Pessoa Humana, de 1792, a Declaração dos Direitos Humanos, de 1948, a Constituição dos Estados Unidos da América, de 1787. Simbolizava o fim do monopólio da fala das aristocracias e autoridades eclesiásticas e também a constituição do moderno ágora, a esfera pública. Por isto, tinha um sentido democrático, inovador.
 Entretanto, o desenvolvimento do capitalismo foi paulatinamente transformando a prática da expressão dos meios de comunicação em atividade mercadológica, cada vez mais longe de qualquer finalidade pública. Seguindo a tendência do capital em se concentrar, transformou-se em grandes monopólios da fala. Com a transformação dos espaços políticos em arenas performáticas e a emergência de uma sociedade administrada, os grandes conglomerados da mídia incorporaram a esfera pública e cumprem o mesmo papel de monopólio da fala que as aristocracias e autoridades eclesiásticas de outrora. E parte significativa dos profissionais de imprensa atua como membros desta nova “corte”, como nobres ou noviços que emprestam suas autonomias intelectuais para defenderem seus patrões.
 A liberdade de imprensa se transforma em um direito divino, irrestrito, que se sobrepõe até mesmo ao outro direito – também típico da sociedade liberal – de qualquer cidadão que se sentir atingido recorrer à Justiça. Lembro que a crítica do jornal não é quanto a uma decisão judicial eventualmente desfavorável ao jornal, mas ao fato de pessoas questionarem o jornal na Justiça como se o órgão estivesse acima de todos os poderes republicanos constituídos. Qual é o direito que é irrestrito? Até mesmo o direito à vida é relativizado com o instituto da legítima defesa. Por que somente o direito de liberdade de imprensa que, neste momento, se transformou em liberdade de ação dos grandes monopólios de comunicação deve ser totalmente irrestrito?

__________________ 
 Dennis de Oliveira é professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, jornalista, doutor em Ciências da Comunicação, presidente do
Celacc (Centro de Estudos Latino Americanos de Cultura e Comunicação) e membro do Neinb (Núcleo de Estudos Interdisciplinares do Negro Brasileiro). E-mail: dennisoliveira@uol.com.br
 


Escrito por Unegro RS às 12h42
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Patrimônio Negro

Projeto que prevê a preservação do patrimônio afro-brasileiro é aprovado


A proposição dispõe sobre a preservação do patrimônio histórico e cultural de origem africana e afro-brasileira no Rio Grande do Sul.

O Projeto de Lei 186/2007, de autoria do deputado Raul Carrion (PCdoB), foi aprovado por unanimidade no plenário da Assembléia Legislativa nesta terça-feira (11).

De acordo com a proposta,  toda a manifestação, produção ou obra de natureza material e imaterial que se refira à identidade, à ação, ao modo de vida ou à memória dos povos de origem afro-brasileira devem ser preservados. O projeto foi aprovado com duas emendas da Comissão de Constituição e Justiça.

Porto Alegre já tem a LC 495, de 2003, de autoria de Raul Carrion, quando vereador, semelhante à proposta estadual aprovada. “É necessária uma lei específica para a preservação do patrimônio histórico e cultural do povo negro, pois por desprezo, racismo ou subestimação estes bens sofrem de uma sistemática falta de cuidado, além de verificarmos uma ausência de monumentos, logradouros, museus, que reverenciam esse tema”, explicou Carrion.

Semana da Capoeira
Na mesma sessão plenária, Carrion teve aprovado o Projeto de Lei 227/2007, que institui a Semana Estadual da Capoeira. De acordo com a proposta aprovada, a semana ocorrerá entre os dias 1º e 7 de agosto.

"A presença negra no Estado está nas lendas e na própria história gaúcha, que nos momentos de paz ou de peleias, sempre contou com a participação e o testemunho dos afro-brasileiros. Desta forma, não se justifica que até o presente momento não tenhamos sob proteção o patrimônio histórico e cultural legado por essa tão importante etnia”, lembra.

De Porto Alegre - Isabela Soares




Escrito por Unegro RS às 08h31
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Negros em Movimento

Diplomadas da Unipalmares ajudam a incluir negros no mercado

A analista Sonia Maria da Silva e a servidora Benvinda Pereira fazem parte da primeira turma de 126 administradores formada pela Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares (Unipalmares), de São Paulo, todos afrodescendentes declarados.

Negras, ambas fazem parte da primeira turma de 126 administradores formada na última quinta-feira (13) pela Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares (Unipalmares), de São Paulo — todos eles afrodescendentes declarados.

Com o diploma na mão, elas prometem ajudar para que outros afrodescendentes alcancem posição menos desprivilegiada na sociedade brasileira. "Podemos ajudar a combater a discriminação no nosso trabalho", afirma Sônia.

"Depois de passar pela Unipalmares, o negro que não ajudar o outro saberá que está cometendo um pecado", diz Benvinda. A servidora é a mais velha recém-formada da universidade, que têm 87% dos seus alunos negros.

Estáveis no trabalho, as duas admitem que já poderiam estar planejando sua aposentadoria. No entanto, neste momento, não almejam a tranqüilidade. Elas têm novos planos profissionais, e a longo prazo: as duas fixam seu olhar em um horizonte mais distante, o da pós-graduação.

"Quero estudar até os 90 anos", diz Benvinda. Ela conta que voltará a universidade no próximo semestre, desta vez para estudar direito. Assim que concluir mais um curso superior, vai se dedicar a uma especialização em recursos humanos.

"Um dia, sonhei em ser funcionária pública, depois, em estudar em uma universidade. O que impede que um vá mais longe?", indaga, lembrando as dificuldades para conseguir seu primeiro diploma universitário.

Ela conta que concluiu o ensino médio em 2002, em um supletivo, quase 35 anos depois de deixar a escola para ajudar no sustento da família quando ainda morava em Belo Horizonte. "Meu pai dizia que as pessoas deviam estudar só para aprender a ler e a escrever. Nunca tive apoio."

Primeira aluna matriculada na Unipalmares, Sonia é outra que se mostra orgulhosa com sua nova conquista. Escolhida a melhor aluna da turma, ela também faz planos. "Quero ser auditora da Caixa", afirma.

Funcionária do banco há 26 anos, ela pretende também colaborar em iniciativas pró-diversidade propostas pela empresa, que ela diz já conhecer bem. "Posso nortear ações para diminuir a distância que existe entre os mais e os menos favorecidos."

Para as duas, a formatura celebrada em no Ginásio do Ibirapuera foi um momento de grande felicidade. Em entrevista à Agência Brasil concedida um dia após a cerimônia, elas recordaram os obstáculos superados durante os últimos quatro anos.

"Tive que adaptar meu corpo a dormir quatro horas por dia e aguentar o trabalho e o cuidado com minhas filhas", disse Sonia, que tem duas filhas, uma de 10 e outra de 17 anos. "A formatura foi a realização plena e absoluta", lembra.

"Trabalhar durante o dia, estudar de noite, pegar o ônibus para chegar em casa à meia-noite não é fácil", complementa Benvinda. "Parecia que estava flutuando quando entrei no ginásio. Eu tinha que me mexer para ter certeza que estava ali."




Escrito por Unegro RS às 08h10
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




10639/03 É ALTERADA

Lei nº 11.645/2008
11/3/2008
 
LEI Nº 11.645, DE 10 DE MARÇO DE 2008
 
DOU 11.03.2008
 
Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena".
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
 
Art. 1º O art. 26-A da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
§ 1º O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
§ 2º Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras." (NR)
 
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 10 de março de 2008; 187º da Independência e 120º da República.
 
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad


Escrito por Unegro RS às 17h19
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




SEPPIR

Nomeado por Lula, Santos diz que manterá rumo da Seppir
Por:
Redação: Entrevista ao Editor de Afropress, jornalista Dojival Vieira. - Fonte: Afropress - 14/2/2008

Brasília – O novo ministro da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), deputado Edson Santos, 53 anos, nomeado nesta quinta-feira (14/02) disse, em entrevista exclusiva à Afropress, que “o rumo geral da Secretaria deve ser mantido”. “O presidente Lula acha que o rumo deve ser mantido. Eu também acho isso e ele me confiou essa tarefa”, afirmou.
Santos, o candidato negro com maior votação para deputado federal nas eleições de 2006 (105 mil votos) foi chamado pelo Presidente, juntamente com o secretário interino Martvs Chagas para uma conversa no Palácio do Planalto, e aceitou o convite de Lula. Ele toma possa na próxima quarta-feira, dia 20/02, às 11h30, em solenidade marcada para o Palácio do Planalto.
Candidato até ontem à Prefeitura do Rio, ele negou que o convite para a Seppir tenha sido uma decisão do presidente de interferir no tabuleiro da sucessão municipal do Rio. “O presidente não colocou isso em nenhum momento”, afirmou. >
Na semana passada o jornalista Antonio Lúcio, colunista de Afropress escreveu que a ida de Santos para a Seppir seria um apoio indireto ao candidato do governador Sérgio Cabral, o ex-deputado tucano Eduardo Paes, que deixou o PSDB recentemente para se filiar ao PMDB carioca.

Veja, na íntegra a entrevista, concedida pelo ministro da Seppir ao Editor de Afropress, jornalista, Dojival Vieira.

Afropress - O senhor acaba de aceitar o convite do Presidente Lula para assumir a Seppir, em substituição a ministra Matilde Ribeiro. O convite o surpreendeu?
Edson Santos - Sim, eu fui surpreendido pelo convite. Agora agente já assimilou. O presidente do Partido (PT), deputado Ricardo Berzoini, primeiro me sondou antes do presidente formalizá-lo na manhã desta quinta-feira.

Afropress - Quando foi a sondagem?
Santos - Foi na sexta-feira ou sábado de carnaval?

Afropress – O que o senhor pretende mudar na Seppir?
Santos - A Seppir já tem todo um planejamento elaborado. Vamos dar continuidade aos programas que já vem sendo desenvolvidos, ir adaptando as coisas.

Afropress - A Seppir vinha sendo acusada de ser excessivamente paulista e predominantemente petista...
Santos - Agente tem de medir o resultado na ponta, sem discriminar as pessoas por serem dessa ou daquela região, desse ou daquele partido. Até porque a Seppir já conta nos seus quadros com lideranças oriundas de outras partidos como o PSB, o PC do B, o PMDB. A temática racial deve ser tratada com o máximo de amplitude. O central é fixar um diálogo com a sociedade, a partir da temática racial. Chamar a sociedade a uma reflexão sobre a desigualdade existente em nosso país.

Afropress - O que a sociedade e o Movimento Negro devem esperar com a sua gestão?
Santos - O presidente acha que o rumo central deve ser mantido. Eu também concordo e ele me confiou essa tarefa.

Afropress - O senhor pretende, na sua gestão, dar alguma ênfase a defesa da aprovação do Estatuto da Igualdade Racial? >
Santos - Acho que o Estatuto é uma questão central. Precisamos conversar com as entidades do Movimento Negro para chegar a um entendimento, a um texto consensuado para que se possa dialogar com o Executivo e o Legislativo no sentido de se criar as condições para a aprovação do Estatuto.

Afropress - A sua nomeação tem ligação com a sucessão municipal no Rio de Janeiro, pelo interesse do Presidente Lula de manter uma aliança com o governador Sérgio Cabral, como se especula?
Santos - O presidente não colocou em nenhum momento isso. Apenas disso que, face ao pedido de demissão da ministra Matilde, contaria comigo. Ele dá uma grande importância ao trabalho da Seppir.

Afropress - Mas, efetivamente, o senhor deixou de ser candidato?
Santos - O sonho da gente de se fazer uma disputa no Rio se mantém. Fui vereador por 18 anos. Mas, nesse momento está adiado, foi postergado.

Afropress O Senhor, embora negro, não é um quadro oriundo do Movimento Negro. Acha que terá dificuldade por isso?
Santos - Não acredito, até porque sempre tive uma relação boa com o Movimento Negro. Recebi manifestações simpáticas e positivas do Movimento Negro. Não terei dificuldades nessa área não.

Afropress - O ministro interino Martvs Chagas fará parte de sua equipe?
Santos - Estamos conversando. Como ele é também dirigente do PT, sempre tivemos uma relação muito boa.

Afropress - O senhor ainda pertence ao grupo da ex-governadora Benedita da Silva?
Santos - O que acontece é que sou da mesma corrente da Secretária e ex-governadora Benedita. Sou do ex Campo Majoritário, agora Construindo um Novo Brasil. Por conta da nossa história de vida pessoal, temos sim uma relação muito próxima.

Afropress - O que a sociedade e o Movimento Negro podem e devem esperar da sua gestão à frente da Seppir?
Santos - Exatamente essa construção do diálogo com a sociedade; a busca pela criação de instrumentos legislativos e de ações executivas para diminuir a desigualdade racial em nosso país. A sociedade está madura para entender a importância da Secretaria. A sociedade majoritariamente reconhece a desigualdade no país. O Estado tem de ser um instrumento para reduzir essas desigualdades. >

Afropress - O senhor continuará usando o cartão corporativo?
Santos - O cartão corporativo é um instrumento da administração pública para atender as necessidades emergenciais. Uma vez feita a normatização do seu uso, que é uma decisão do Presidente da República, isso nos permitirá continuar a usá-lo para atender a determinadas urgências e emergências.

Afropress - Como o senhor acompanhou os episódios que resultaram na demissão da ministra Matilde?
Santos - Quanto à questão da ministra Matilde, digo com tranqüilidade que não houve má fé. Ela foi uma excelente gestora, uma excelente ministra. As bases da Seppir foram criadas por ela.

Afropress - Da Seppir para o futebol, para que time torce no Rio?
Santos - Sou América Futebol Clube.




Escrito por Unegro RS às 16h59
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Unegro se posiciona

Posicionamento da Unegro sobre a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - Seppir.

 

O pedido de demissão pela Ministra Matilde Ribeiro, ex-titular da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – Seppir, motivado pela acusação de uso irregular de um cartão corporativo, se constitui em importante fato político que merece uma reflexão por parte de toda opinião crítica. Pois está inserido numa lógica perversa adotada pela grande mídia e pela direita conservadora, que sucessivamente tentam a todo custo desestabilizar o governo, produzindo e amplificando escândalos - em ano eleitoral essa determinação se acirra. Esse mesmo setor nunca admitiu investimento governamental em políticas públicas que beneficie a população negra. Negam a existência do racismo, combatem as cotas, a política de quilombos, o Estatuto da Igualdade Racial. Nunca engoliram a existência da Seppir. O cartão corporativo foi apenas um pretexto para derrubar a Ministra Matilde e enfraquecer a incipiente política voltada ao combate da desigualdade social imposta à população negra.   

 

Segundo a demissionária os fatos que a levaram a escolha do uso do cartão com aluguel de automóveis e hotéis partiram das dificuldades com deslocamentos e hospedagem fora de Brasília. Essa fragilidade estrutural impõe a necessidade de avaliar as condições materiais e política da Seppir e as perspectivas da Política de Promoção da Igualdade Racial do Governo Lula.

 

A criação da SEPPIR, pelo governo Lula que representa um avanço para o país. Ela se constitui em destacado instrumento de gestão voltado ao enfrentamento das demandas relacionadas aos impactos do racismo e da discriminação racial na sociedade brasileira. Com isso o Estado dá voz à luta anti-racista e atua para traduzir a igualdade formal, garantida em Lei, em igualdade de fato. A UNEGRO, diante desse fato, reitera sua convicção que a luta anti-racista e emancipacionista teve na criação da SEPIR fato destacado, que não pode sofrer descontinuidade. >

 

 

Outro elemento positivo que surge com o esforço de instituição da Seppir é a Política Nacional de Promoção da Igualdade, que se reveste dos princípios orientadores da transversalidade que articula os diversos atores sociais públicos e privados, e considera o conjunto das políticas de governo para o oferecimento das políticas de promoção da igualdade racial; da descentralização, que busca o comprometimento das demais esferas de governo para ações articuladas do Estado; e de gestão democrática, que propicia a participação da sociedade civil e suas instituições na formulação da política anti-racista.

 

No entanto, a convicção de setores importantes do Governo sobre a necessidade de um órgão com a característica e vocação da Seppir é heterogêneo e isso se reflete tanto política como administrativamente. Do ponto de vista administrativo, chama a atenção o fato de que a SEPPIR, após cinco anos de existência não tem vida administrativa e financeira própria, sendo tutelado nessas matérias, pela Casa Civil e pelo Ministério da Justiça, o que tem dificultado a sua institucionalização plena. Do ponto de vista de sua linha política orientadora a SEPPIR, ao longo dos mesmos cinco anos, não construiu um núcleo de pensamento orientador comum para sua direção.

 

Conseqüentemente, a Seppir é objetivamente um “Ministério de Segunda Classe”, dispõe do menor valor no orçamento da União; não dispõe de estruturas nos estados para o bom andamento do trabalho do titular da pasta; há falta de instrumentos para autonomia administrativa; têm um quadro funcional e gestor deficitário. A luta anti-racista exige mais ousadia do governo e dos gestores públicos, pois interage com um segmento cuja organização política se singulariza pela diversidade de pensamentos, grupos e interesses. Apresenta demandas que exigem ações públicas nos campos da cultura, educação, trabalho, religião, terra, saúde, dentre outros. Para dar viabilidade a um órgão que tem como uma das finalidades harmonizar essa complexidade, faz necessário o fortalecimento político e material da Seppir. >

 

Acreditamos na sensibilidade e seriedade do Presidente Lula em instituir, pioneiramente, uma secretaria com status de ministério para tratar de um tema importante para o Brasil, bem como, acreditamos que o governo deseja seu pleno funcionamento. Por isso defendemos a manutenção e fortalecimento da Seppir acompanhada de mais investimento material e financeiro para seu funcionamento; apoiamos uma gestão que expresse os princípios contidos na Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial; compreendemos a urgência em promover maior autonomia administrativa a Secretaria, elevando a sua condição de Ministério.

 

Desejamos êxito e manifestamos apoio ao Ministro Edson Santos. Acreditamos no seu compromisso com a população negra, pobre e marginalizada, provado em mais de vinte anos de vida pública. Confiamos que sua gestão garantirá continuidade e avanços nas políticas voltadas a população negra;  que defenderá a aprovação do PL 73/1999 que prevê reserva de vagas nas instituições públicas federais de ensino superior e o PL 3.198/2000 conhecido como Estatuto da Igualdade Racial.

 

 

 

União de Negros Pela Igualdade



Escrito por Unegro RS às 17h23
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




RACISMO EXPLICITO

Toda solidariedade à ministra Matilde

Mais um ataque dos setores conservadores e da elite brasileira recai
sobre a ministra Matilde Ribeiro, cujo objetivo é frear a luta anti-
racista no Brasil. Agora o pretexto é um rotineiro descontrole nas
contas públicas, os tais cartões corporativos. A Lei 101- Lei de
Responsabilidade Fiscal, postula entre outros *correção de desvios
que afetem o equilíbrio das contas públicas* portanto, do ponto de
vista técnico o “engano” da ministra Matilde é perfeitamente
aceitável na conduta dos nossos gestores públicos.

Mas, a questão posta é uma questão política que visa desmoralizar e
deslegitimar o começo da hegemonia negra no país. O julgamento tem
interesses partidários, eleitorais e de classe:DEM e PSDB,
tradicionais porta-vozes da burguesia branca e racista, querem
instalar uma CPI Mista para com isso jogar a grande maioria do povo
contra Lula, contra as insuficientes; mas necessárias, políticas de
ações afirmativas e contra o despertar de consciência do povo negro
brasileiro.

Do nosso lado, o episódio deve servir de lição àqueles que teimam em
colocar no mesmo terreiro direita e esquerda, conservadores e
revolucionários. Agora toda infantilidade precisa ser perdoada. E o
Conneb deve ser esse espaço para jogar por terra as ilusões e as
leituras erradas sobre como se estrutura o racismo, como se formou a
sociedade brasileira e como poderemos - brancos e negros, nos livrar
dessa barbárie racista-capitalista. Mesmo porque a história recente
obriga-nos a um enfrentamento sem tréguas a posturas e discursos
desconectados da realidade desumana em que vivemos. Se o Conneb ainda
não tomou rumo, e com ele o próprio Movimento Negro, é porque ainda
prevalecem em ambos interesses alheios à própria razão de ser desse
movimento. E o resultado disso são essas provocações cada vez mais
gritantes, ora é da parte da Rede Globo, ora vem da direita golpista
no Congresso Nacional. Ou seja, nisso tudo fica o seguinte: não pode
haver pendência e nem divergência política no Movimento Negro que
impeça nossa unidade e que seja maior que a luta contra o racismo, o
capitalismo e a disputa contra todos os negros e negras.

Matilde Ribeiro tem nossa confiança, nossa solidariedade. E o próximo
ministro da Seppir, seja quem for, tem obrigação de continuar o
legado de Matilde Ribeiro. No mais é o Conneb começar a funcionar de
fato para construir o Projeto Político do Povo Negro: um projeto
negro-indígena e socialista.

Alexandre Braga é da executiva do FOMENE-Forum Mineiro de Entidades
Negras e Militante da Unegro-MG.
bragafilosofia@yahoo.com.br

essas são opiniões pessoais, não refletem posicionamentos de qualquer
entidade ou grupo.

Escrito por Unegro RS às 17h46
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Internacional

28 DE JANEIRO DE 2008 - 11h45

União africana planeja criação de 1º banco de investimentos

 

A União Africana (UA) pretende criar a primeira instituição bancária de investimentos da África dentro de dois anos e analisa a possibilidade de instituir no continente uma Bolsa de Valores Pan-Africana. Recentemente, segundo a agência de notícias Panapress, a UA assinou um acordo oficial com a Líbia, país que abrigará o futuro Banco Africano de Investimento (BAI), para permitir o lançamento de estudos técnicos sobre as vertentes institucional e organizacional deste instrumento de financiamento.

 

Esta semana, o comissário da UA para Assuntos Econômicos, Maxwell Nkwezalamba, afirmou em Adis Abeba, capital da Etiópia, que os esforços para a criação das primeiras instituições financeiras da UA estão "avançando a passos largos" para corrigir o subdesenvolvimento industrial que prevalece no continente africano.

A UA joga também papel de líder no que diz respeito aos esforços para acelerar a integração econômica do continente, através da criação de uma Bolsa de Valores Pan-Africana.

Segundo Mkwezalamba, o novo banco de investimento completará o trabalho do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que desempenhou papel importante no financiamento de projetos de infra-estrutura, e oferecerá também apoio financeiro ao setor privado.

"Dentro de um ou dois anos, deverá ser possível assinar e ratificar, pelos diferentes Estados africanos, o protocolo sobre a criação do banco", explicou o comissário da UA, em entrevista à Panapress, à margem do Fórum do Setor Privado Africano, que começou na terça-feira, em Adis Abeba.

Industrialização

Os agentes do setor privado africano se reuniram na capital etíope em dois dias de conferência para examinar os meios para uma ação eficaz na promoção do programa de industrialização do continente.

"No que diz respeito às questões de infra-estrutura, a maioria das instituições intervém apenas a nível nacional. Este banco de investimento financiará auto-estradas que garantam a ligação entre vários países", explicou Mkwezalamba.

A UA criou um Comitê Diretor Técnico encarregado de lançar estudos sobre a preparação da criação deste banco, com destaque para suas fontes de financiamento, gestão e quadro institucional.

Mkwezalamba lembrou que a UA assinou com a Líbia, há duas semanas, um Memorando de Acordo sobre o lançamento dos estudos necessários, visando, sobretudo, a definir as formas de financiamento para a construção de infra-estrutura, como estradas transfronteiriças e ligações telefônicas no continente. "Esta equipe refletirá sobre os detalhes, em particular, o local das filiais do banco", acrescentou.

Por sua vez, o ministro da Indústria etíope, Tadesse Hailu, elogiou a perspectiva de criação do BAI e o projeto da Bolsa dos Valores Pan-Africana, explicando que são oportunidades para impulsionar as mudanças econômicas da África.

"São iniciativas felizes para criar importantes mercados na África e ajudar a promover os esforços a favor da integração econômica regional", afirmou o ministro da Indústria da Etiópia, país que, no final deste mês, recebe a cúpula de Chefes de Estado e de Governo da UA.

Fonte: Agência Lusa

 



Escrito por Unegro RS às 12h26
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Cultura

Isaac Loureiro

CARIMBÓ : Gilberto Gil dá apoio a carimbó como patrimônio

Ele se comprometeu a colocar experiência do MinC a serviço da iniciativa dos paraenses.
O ministro da Cultura, Gilberto Gil, manifestou anteontem, em audiência com a governadora Ana Júila Carepa, em Brasília (DF), seu apoio ao projeto de tornar o carimbó patrimônio cultural do Brasil. No encontro, o ministro Gil aceitou o convite da governadora para vir ao Estado participar de uma agenda de eventos relacionados à cultura. O processo de registro do carimbó paraense como patrimônio cultural imaterial do Brasil está sendo encaminhado por técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao MinC, a partir da mobilização de entidades da região do Salgado, no nordeste do Estado. Sobre esse movimento para tornar o carimbó patrimônio cultural brasileiro, Gil pôs à disposição da iniciativa a experiência do MinC, uma vez que o Ministério já conseguiu tornar patrimônio cultural outras manifestações regionais, como o tambor de crioula e o frevo.
A iniciativa de buscar esse registro para o carimbó partiu da Irmandade de Carimbó de São Benedito, sediada em Santarém Novo, em conjunto com as associações culturais Uirapuru, Raízes da Terra e Japiim, de Marapanim, e da Prefeitura de Santarém Novo. Como relata o pesquisador e produtor cultural Isaac Loureiro, 33, a Irmandade tem mais de 100 anos e promove uma festividade em homenagem ao santo negro, em que o carimbó é elemento essencial. Essa festividade acontece de 21 a 31 de dezembro. 'O carimbó é enraizado na cultura da comunidade de Santarém Novo, na região do Salgado, perto de Salinas. O carimbó da Irmandade, por ser um carimbó diferente, atraiu a atenção de pesquisadores, músicos e artistas em geral, como foi o caso do grupo cultural de São Paulo ‘A Barca’, que em pesquisa sobre a cultura popular tradicional esteve em Santarém Novo, em 1999’. >
O carimbó da Irmandade de São Benedito é o único de santo que sobreviveu entre os grupos que mantinha a relação da dança, música e a festividade religiosa. 'O restante dos grupos foi proibido pela Igreja católica. Essa vinculação era mais presente no litoral do Estado, como Vigia, Marapanim, Curuçá, Maracanã e outros'. A relação do carimbó com o aspecto religioso tem a ver com a devoção dos negros escravos com São Benedito, santo negro da religião católica. 'Quem criou o termo carimbó e o instrumento curimbó, que quer dizer, em tupi, pau que faz som , foram os indígenas, os tupinambás'.
Quando os negros vieram da África ao Brasil, encontraram no Pará povos indígenas tocando o tambor e com uma dança lenta. Os negros eram em grande parte da etnia banto, com forte musicalidade que se espalhou por vários centros do Brasil, legando ritmos como samba de roda, candomblé, tambor de crioula e o samba do cacete, vigente no Baixo Tocantins, em cidades como Cametá e Baião, nos quilombos. 'Os indígenas tinham uma dança mais lenta, com os pés arrastados, e os negros introduziram o rebolado, o ritmo acelerado, então, o batuque deles, e dessa mistura de instrumentos e dança surgiu o carimbó. Antes, eram os recos-recos e as maracas, e com os negros vieram os tambores e outros instrumentos de percussão'. Os europeus acrescentaram instrumentos de corda e elementos de dança.
Como fruto da mobilização da comunidade de Santarém Novo, surgiu em 2002 um festival de carimbó, que resgatou grupos e mestres desse gênero musical, identificando mais de 100 grupos na região. No festival de 2005, técnicos do Iphan informaram à comunidade sobre a possibilidade de registro do carimbó como patrimônio cultural imaterial do Brasil, cujo pedido foi formalizado pelas entidades no final do ano passado e o inventário tem previsão de ser feito ao longo de 2008. >
VISITA
Durante a visita ao Pará, Gilberto Gil deverá assinar a adesão do Pará ao programa 'Mais Cultura', uma parceria entre os governos federal e estadual; e lançar o edital de novos 60 pontos de cultura em todo o Estado. Atualmente, o Pará tem apenas 15 pontos de cultura e o governo do Estado pretende unir o programa Bolsa Trabalho com o Pontos de Cultura, a fim de capacitar jovens na área de promoção e disseminação das manifestações culturais. No total, a União e o governo paraense vão disponibilizar R$ 10,8 milhões para os 60 pontos culturais.
Fonte: http://www.orm.com.br/oliberal/ de 24/01/2008


Escrito por Unegro RS às 10h23
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Cotas

27 DE JANEIRO DE 2008 - 17h52

Sistema de cotas já levou mais de 40 mil às universidades


Doze das principais universidades federais e estaduais do Brasil já beneficiaram, até 2007, um total de 40 mil pessoas por meio de ações afirmativas de inclusão social, como a reserva de vagas e cotas raciais.

Segundo dados fornecidos pelas instituições, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que aplica o sistema desde 2003 e reserva 50% das vagas para cotistas, é a campeã, com 6.488 beneficiados. Em seguida vêm a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com 5.473 estudantes cotistas, e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), com 3.885 alunos que ingressaram pelo sistema.

 O ritmo de adesão a políticas afirmativas é forte. Para o vestibular de 2008, mais cinco universidades implantaram algum tipo de sistema diferenciado de seleção. São as federais do Espírito Santo (UFES), de São Carlos (UFSCar), do Pará (UFPA), do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de Santa Maria (UFSM).

 Essas instituições devem receber por volta de 4.600 calouros beneficiados por algum tipo de ação afirmativa pela primeira vez neste ano. A federal de Santa Catarina — que deveria abrigar mais 1.142 alunos cotistas — teve seu sistema contestado e julgado irregular pela Justiça.

 Preferências

 O sistema de cotas para negros foi alvo de discussões e, por isso, não encontrou espaço em muitas das grandes universidades brasileiras. A maior delas, a Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu, no ano passado, um sistema de inclusão que não prevê a reserva de vagas — apenas contempla os candidatos de escolas públicas com um acréscimo de 3% sobre nota final.

 O resultado do primeiro ano do Inclusp, como é conhecido o sistema, foi o aumento de 11% no número de alunos oriundos da escola pública (total de 2.719 calouros em 2007). Com isso, a participação dos negros cresceu em ritmo menor: foram 9,5% a mais do que no ano anterior.

 A opção por facilitar a entrada de alunos que tenham concluído o ensino médio em escolas públicas também é o preferido pelas instituições nordestinas, como as federais do Maranhão (UFMA), Pernambuco, Rio Grande do Norte (UFRN) e Piauí (UFPI). A Estadual da Paraíba (UEPB) vem aumentando gradativamente o espaço para esses alunos. Em 2006, 10% das vagas foram reservadas; em 2007 foram 30%; e em 2010 deve chegar a 50%

 A UFRGS, para garantir vaga a alunos indígenas, aplica provas específicas. Na UFSCar, eles têm uma vaga reservada em cada curso.

 Fonte: Agência Estado





Escrito por Unegro RS às 09h21
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Cotas

Vestibular | 24/01/2008 | 16h46min

Negada liminar contra sistema de cotas na UFRGS

Juiz entendeu que criação de novas vagas não é de competência do Judiciário

Atualizada às 17h12min
A Justiça Federal negou pedido de seis vestibulandos que queriam garantir a matrícula na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Os candidatos questionavam o sistema de reserva de vagas, as chamadas cotas. As decisões foram tomadas na noite desta quinta-feira em regime de plantão.

A decisão foi baseada no princípio da autonomia universitária, previsto na Constituição. O magistrado cita jurisprudência do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que afirma que a destinação preferencial de vagas em universidades federais aos egressos de escola pública não é inconstitucional e pode ser feita por ato da própria universidade, independentemente de previsão em lei em sentido estrito.

No caso específico da UFRGS, as vagas reservadas - no mínimo 30% - são destinadas aos alunos vindos do sistema público de ensino e, entre essas, há uma fração para os candidatos que se declararem negros. De acordo com o juiz Daniel Marchionatti Barbosa, a criação de novas vagas não é de competência do Judiciário. Por isso, a concessão da medida liminar 'resultaria na exclusão de pelo menos um candidato egresso do Sistema Público de Ensino que, seguindo as regras do concurso, foi aprovado e tem a expectativa de ser matriculado no curso'.

Desde a divulgação da lista dos aprovados no vestibular, 17, dos quase 35 mil candidatos, ajuizaram ações questionando o sistema de cotas.


Fonte: ZERO HORA



Escrito por Unegro RS às 16h08
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Cotas

Ataque às Cotas continua

Os racistas de plantão, alimentados pelo discurso subliminar das novelas e do discurso terrorista de jornalistas e científicos a serviço da criação da esquizofrenia social expressa na idéia de que 'não negros não existem e de temos igualdade de direitos entre negros e brancos', querem garantir privilégios.
Vejam a notícia abaixo.
 
Sidnei
 
Geral |
 22/01/2008 | 13h15min

UFRGS: Vestibulandos não-cotistas reprovados entrarão na Justiça

Universidade não não se manifestou sobre o caso

Juliano Rodrigues | juliano.rodrigues@rdgaucha.com.br

Pelo menos dez vestibulandos reprovados no último concurso realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) pretendem entra na Justiça para garantir a vaga na faculdade. Eles teriam obtido médias suficientes para entrar na universidade pelo sistema de classificação geral se não houvesse o sistema de cotas. A advogada e especialista em Direito Educacional, Vanda Siqueira, responsável pela ação, pretende que a entidade aumente o número de vagas em determinados cursos para abranger os estudantes que passariam no concurso sem o sistema de cotas.

O estudante Michael Milman, que prestou vestibular para o curso de Medicina, teve média suficiente para ingressar entre os 140 aprovados. As 27 vagas destinadas para alunos autodeclarados afrodescendentes não foram preenchidas. A advogada também contesta que elas tenham sido transferidas para alunos do ensino público, em vez de abrangerem os postulantes às vagas do acesso universal. Mesmo ficando na posição de número 104, de 140 vagas, Michael foi reprovado.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da UFRGS ainda não se manifestou sobre o assunto.



Escrito por Unegro RS às 14h13
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Cotas

Cotistas da UFSC temem perder as vagas

Candidatos que foram aprovados pelas cotas já procuravam repúblicas para morar.
Vestibulandos não-cotistas comemoram a suspensão do sistema de reservas de vagas.
Fernanda Bassette Do G1, em São Paulo entre em contato
Candidatos aprovados no vestibular 2008 da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC buscar) pelo sistema de reserva de vagas estão preocupados com a decisão judicial que suspendeu em caráter liminar (provisório) o regime de cotas. Eles temem que a decisão não mude até a data da matrícula, que acontecerá nos dias 14 e 15 de fevereiro, com exceção do curso de engenharia de materiais, que realiza matrícula nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro. 

 

Foto: Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal
Gilmar foi aprovado pelas cotas e teme perder a vaga (Foto: Arquivo Pessoal)

Gilmar Tenório de Melo, 21, que mora em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, foi aprovado no curso de engenharia de controle e automação graças ao sistema de reserva de vagas para negros que estudaram em escolas públicas. Ele fez 49,99 pontos enquanto o último candidato que concorreu pelas vagas universais fez 75,19 pontos.

 

A preocupação de Melo é com relação às conseqüências que essa decisão judicial causou, principalmente para candidatos de outros estados ou cidades. "A lista de aprovados foi divulgada em dezembro. Eu já fiz planos para me mudar para Florianópolis e pretendia procurar uma república antes de me matricular. Agora, com esse monte de ações contra a universidade, fiquei preocupado".

 

Melo disse que só prestou vestibular na UFSC por causa da reserva de vagas. "Sempre estudei em escola pública, por isso minhas chances aumentariam pelo sistema de cotas. Essa é uma medida que não resolve o problema da educação, mas a curto prazo alivia um pouco", disse. Caso as cotas sejam mantidas, o calouro afirmou que não temerá ser vítima de preconceito. "Vou fazer a minha parte sem dar bola para comentários. Vou levar numa boa, desde que isso não prejudique meus estudos", afirmou.

 

Foto: Arquivo pessoal
Arquivo pessoal
Leonardo passou para o curso de jornalismo graças às cotas e já passou por um trote com os amigos (Foto: Arquivo pessoal)
 Comemoração com os amigos

Recém-aprovado no curso de jornalismo da UFSC pelo critério de cotas para negros de escolas públicas, Leonardo Lima, 18, comemorou com a família e com os amigos a aprovação no vestibular. Ele disse que fez cerca de 40 pontos para conseguir a vaga enquanto a nota mais baixa dos vestibulandos que concorreram pelo sistema universal foi de 69,1 pontos.


"Fiquei bastante preocupado com a decisão judicial porque comemorei a aprovação com minha família e amigos. Os nossos nomes foram divulgados e se isso não valer mais causará um transtorno e um constrangimento muito grande. Se é para proibir as cotas, que proibam para o próximo vestibular e não para esse,  já que a lista de aprovados já foi divulgada", disse.

 

 Cotas para escola pública

Situação semelhante enfrenta o estudante Otávio Speck Pereira, 17, que foi aprovado no curso de direito diurno pelo sistema de cotas para estudantes de escolas públicas. Ele não quis dizer a sua pontuação, mas a maior nota dos candidatos nessa situação foi de 77,27 pontos contra 75,10 pontos do último convocado pela classificação geral.

 

Pereira diz que teme perder a vaga e critica a decisão da Justiça Federal. "Só prestei esse vestibular e fui aprovado dentro dos critérios previstos em edital. Todos que se inscreveram sabiam das condições para serem aprovados. Os nomes já foram divulgados e seria muito ruim isso mudar. Mas só me resta esperar a decisão final da justiça", disse.

 

O estudante disse que deverá acontecer exclusão dos alunos cotistas quando as aulas começarem, mas afirmou que acredita na sua capacidade. "Sei que sou capaz e posso me destacar. O preconceito dos outros não vai afetar o meu desempenho".

 

 Os que se beneficiam com a liminar

Na contramão dos estudantes cotistas que temem perder a vaga por causa da decisão judicial, vários vestibulandos que tiveram uma boa pontuação nas provas mas não foram aprovados estão torcendo para que as cotas sejam suspensas em definitivo.

  

Foto: Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal
O vestibulando Thiago fez 73,7 pontos e não conseguiu uma vaga no curso de engenharia (Foto: Arquivo Pessoal)

Thiago Marcos Nahas de Faria, 19, é um desses exemplos. Ele prestou vestibular para o curso de engenharia de controle e automação e fez 73,7 pontos, mas não foi aprovado. Sem as cotas e com essa pontuação, provavelmente ele conseguiria uma vaga no curso. O último candidato negro que foi aprovado nessa carreira fez 32,41 pontos. Quando soube da decisão judicial comemorou, mas disse estar "com os pés no chão", já que a decisão é provisória.

 

"Os candidatos entraram com notas muito baixas. Bastava não zerar em nenhuma matéria e tirar mais que 3 na redação que você estava aprovado. As notas dos cotistas e não-cotistas são muito diferentes", reclamou o estudante, que afirmou ser contra a política de cotas. "Elas deveriam ser medidas emergenciais para melhorar o ensino público. Há faculdades que têm cotas há muito tempo e mudou alguma coisa? Não. O ensino público continua ruim", disse.

 

O vestibulando Lucca Guedes Secco, 17, que prestou vestibular para o curso de engenharia civil e não foi aprovado por causa das cotas também comemorou a decisão com cautela. Ele fez 63 pontos na prova, enquanto o último cotista negro fez 31,53 pontos.

 

"Comemorei a decisão da justiça, mas não quero me iludir. Sou contra as cotas porque acho que elas são uma forma de tapar o sol com a peneira. Vou esperar a decisão final, mas enquanto isso estou prestando outros vestibulares", afirmou.

 

 Entenda o caso

O sistema de reserva de vagas da UFSC foi suspenso na última sexta-feira (18) por uma decisão liminar do juiz federal Gustavo Dias de Barcellos, de Santa Catarina. De acordo com o magistrado, a matrícula dos calouros deveria ser feita entre aqueles que conseguiram a maior pontuação, independente da reserva de vagas. Com a liminar, os candidatos aprovados pelo sistema de cotas perdem direito à vaga, se tiverem pontuação menor que a dos demais vestibulandos. A universidade já informou que vai recorrer.

 

A lista de aprovados no vestibular 2008 da UFSC foi divulgada no dia 28 de dezembro. Veja os classificados aqui. A universidade também divulgou as notas dos candidatos classificados por curso, as notas dos candidatos oriundos de escola pública classificados e as notas dos candidatos autodeclarados negro classificados.

 

Este é o primeiro vestibular com cotas na UFSC. Ao todo, 20% das vagas são destinadas para alunos de escolas públicas e 10% para negros que estudaram em escolas públicas.

 

O professor Edemir Costa, presidente da Comissão Permanente dos Vestibulares (Copeve) da UFSC, disse que a UFSC entende que a autonomia universitária é o principal argumento para justificar a criação do sistema de cotas.

  

Com relação à pontuação dos candidatos, o professor Costa afirmou que existe uma nota mínima a ser alcançada por todos eles e que nem todas as vagas destinadas para os alunos negros de escolas públicas foram preenchidas. "Essas vagas que sobraram automaticamente foram direcionadas para o vestibular geral", disse.

 

Costa disse estar confiante que a universidade vai conseguir derrubar todas as liminares em decisões de segunda instância (são pelo menos 44 ações contra a universidade). A expectativa dele é resolver essas pendências na primeira quinzena de fevereiro.

Leia abaixo alguns comentários postados no site G1 da Rede Globo:
 
Marcos Vitória|23/01/200814h50
  • O negro uma vez assina o atestado de burrice.Deveriam ser contra a cota p/burros.Se não conseguem pontuação p/entrar numa faculdade,irá conseguir pontuação para concluir o curso?Experimentem ler,estudar de verdade,aprender outras línguas e culturas,e não pleitear cotas às custas dos q merecem.

  • cuidem de sua casa!|23/01/200814h50

    nao sou estrangueiro,gringo!que estamos cansados de voces,antas,vir apra nossos paises,desenpregados e viverem ilegal!porque so colocam ma mente nas coisas erradas!vao se preocupa com o emprego no brasil,e deixem a europa e estados unidos em paz!

  • Kamilla|23/01/200814h50

    Classe média entao...não tem direito certo?!Porque eu não tenho condições de pagar quase 3 mil reais por mês numa faculdade de medicina. Mas me matei de trabalhar um ano para pagar um cursinho. Não entrei na ufsc esse ano por causa de 1 ponto. E cotista entrou com metade dos pontos. É justo?



Escrito por Unegro RS às 15h57
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Carnaval

Carnaval da ''Rua do Perdão'' está de volta, em Porto Alegre


O carnaval da Rua do Perdão, espaço aberto ao público na Rua da República (entre a Rua José do Patrocínio e a João Alfredo), na Cidade Baixa, em Porto Alegre, para festejos carnavalescos de participação popular estará de volta na terça-feira (05/02), a denominada “terça gorda”.


Entre os atrativos deste ano já estão confirmados diversas  bandas e convidados especiais. Veja a programação:

 

Das 14h às 16h – Banho de Cheiro com os  Babalorixás e Ialorixás e a Ala das Baianas;


16h – Baile Infantil


20h às 22h – Festa do Povão com as seguintes atrações: Banda Cara do Samba, Geraldo Show, Banda do Dorinho, Marcelo Kará, Negro Barulho, João Sete, Paulinho do Banjo e a super  participação especial do Jajá que está de volta para alegrar o nosso carnaval.


Outros convidados estão sendo confirmados e poderão completar as atrações.

O carnaval da Rua do Perdão “é o espaço para o povo brincar e festejar a grande festa popular que é o carnaval, serve como referencial de resistência a massiva comercialização do carnaval” afirma Pernambuco, um dos fundadores da ''Rua do Perdão''. Portanto esta aí a dica para que todos os foliões antigos e novos participem e deixem extravasar sua alegria.

 

O quê ?: Carnaval da Rua do Perdão
Quando? Terça-feira – dia 05 de fevereiro
Horário: a partir das 14h.
Onde: Rua da República (entre a Rua José do Patrocínio e a João Alfredo), na Cidade Baixa, em Porto Alegre

 

De Porto Alegre

Geovani Machado




Escrito por Unegro RS às 15h20
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Ataque às Cotas

Liminar garante matrículas sem reserva de vagas na UFSC

Rosanne D'Agostino

O juiz substituto Gustavo Dias de Barcellos da 4ª Vara Federal de Florianópolis concedeu liminar para garantir a matrícula de alunos na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) sem a reserva de vagas que seriam destinadas às cotas -alunos negros e oriundos de escolas públicas. A universidade vai recorrer.

A decisão beneficia os alunos que conseguiram notas mínimas para passar no vestibular, mas foram prejudicados pela existência das cotas.

O juiz levou em conta 'o receio de dano irreparável ou de difícil reparação decorre da iminência da realização das matrículas, em meados do próximo mês, e do início das aulas'. Isso porque 'restará prejudicado o normal desenvolvimento dos seus estudos'.

A liminar é resultado de ação civil pública do Ministério Público Federal contra a Resolução Normativa 008 da universidade, que reserva 20% das vagas para alunos de escolas públicas e 10% para negros.

Para o magistrado, a resolução 'padece de vício de legitimidade' , pois cabe à União Federal legislar acerca de diretrizes e bases da educação nacional.

'A ciência contemporânea aponta de forma unânime que o ser humano não é dividido em raças, não havendo critério preciso para identificar alguém como negro ou branco', afirmou o juiz.

Ele também apontou o caso concreto de dois irmãos gêmeos idênticos, vestibulandos da Universidade de Brasília; um identificado como branco, o outro como negro. 'Como serão classificados aqueles filhos de negros que apresentam traços europeus ou pela clara, herança de algum antepassado mais distante?', questiona.

Para ele a solução deve vir em âmbito legislativo. 'Espera-se, venha a ser ampliada a discussão sobre o acesso ao ensino superior, evitando-se o simplismo de uma cláusula que apenas atribui 20% das vagas a quem tenha cursado todo o ensino fundamental e médio na escola pública', concluiu.

Assim, o magistrado concedeu a liminar para que sejam garantidas as vagas e concedido o direito de matrícula e freqüência às aulas a todos os candidatos que tenham alcançado a pontuação mínima exigida para a classificação em cada curso, ignorando-se a preferência concedida pela resolução.

A decisão, no entanto, não garante a imediata freqüência às aulas, já que exige 'da UFSC um incremento em sua estrutura e um aporte de recursos que por certo a instituição não dispõe', completou o juiz.

Ao julgar o mérito do pedido, o TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região deverá decidir sobre a nulidade da resolução.

Leia a íntegra da decisão
aqui

Veja mais decisões relativas à UFSC:
Liminar que obrigava UFSC a criar vagas extras para cotistas é suspensa
Juiz condiciona sistema de cotas à criação de novas vagas
Juiz diz



Escrito por Unegro RS às 15h07
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Índios em Movimento

A Tocha do Pan é nossa!

 

O Comitê Intertribal (ITC) vem atuando ao longo dos anos como uma organização indígena independente e autônoma, sempre na busca de parceiros honrados para determinadas missões de afirmação da identidade cultural indígena, conhecimentos tradicionais e espiritualidade e principalmente nas atividades do fortalecimento físico, auto-estima e resgate de valores através dos Jogos dos Povos Indígenas, evento esse de renome nacional e internacional.

 

O ano de 2007 se configurou num dos anos de grande envergadura para os Povos Indígenas, principalmente na realização da I Taça de Futebol das Nações Indígenas em Juiz de Fora-MG e os IX Jogos dos Povos Indígenas realizado em Recife-PE, onde a juventude indígena demonstrou a superação de vários preconceitos e a recuperação de valores abandonados. O destaque especial é o crescimento da compreensão da sociedade nacional como parte desse processo como contrapartida de um País de raiz essencialmente indígena, embora não admitido por diversos interesses sobre os recursos naturais e mineras das terras.

 

Mas o maior destaque foi receber o Convite da Secretaria-Executiva do Ministério do Esporte para Jogos Panamericanos, quando o Prof. Ricardo Leiser em plena Semana do Índio em Abril de 2007, solicitou um estudo e proposta do Comitê Intertribal – ITC para a possibilidade de contemplar a participação indígena nesse evento. Carlos Terena, coordenador dos Jogos dos Povos Indígenas sugeriu então, a passagem da Tocha do PAN numa terra indígena, já que o lançamento da mesma havia sido a partir da região dos Aztecas no México.

 

Os desdobramentos culminaram com reuniões do Cerimonial Internacional da Tocha do Pan, Mr. Simon Wadley no sentido de vender a idéia da passagem em terras indígenas já que isso traria dividendos para os direitos indígenas, com o argumento de que Índio e Terra não podem se separar. Uma outra idéia seria a promoção de uma troca de tochas, onde os indígenas construiriam uma réplica típica para marcar essa atividade histórica.

 

Carlos Terena que criou várias marcas dos Jogos dos Povos Indígenas  s idendos  al dos Povos Indom a Tocha Indgena tonomia de cada um dos 220 Povos Indigenas to mutuo entre os competidores,transportou seu imaginário para a concretização de uma réplica da tocha do PAN, mas não tinha as medidas por envolver nesse caso patrocinadores e segredos típicos dos grandes eventos, mesmo assim, acreditando na proposta indígena e na seriedade do evento, os organizadores internacionais do PAN autorizaram também em segredo, encaminhar ao Comitê Intertribal, as medidas oficiais.

 

Assim nasceu a Tocha do PAN tipicamente indígena, respeitando o desenho oficial, feito em madeira da amazônia e composto por um pouco de terra, água e claro, o fogo sagrado, que foi presenteado aos organizadores dos Jogos Panamericanos como prova de amizade e de respeito mutuo entre os competidores, patrocinadores e organizadores governamentais.

 

No dia 24 de Novembro de 2007 o Ministro do Esporte Orlando Silva perante mais de mil guerreiros indígenas, consolida o reconhecimento dos esportes tradicionais indígenas entregando uma cópia da Tocha do PAN ao Presidente do Comitê Intertribal, Marcos Terena.

 

Com esse gesto o Ministério do Esporte ativa um sistema de valores indígenas de caráter nacional de criação indígena, como soberania e autonomia de cada um dos 220 Povos Indígenas do País, cuja riqueza cultural, o patrimônio humano e ambiental só serão assegurados com a demarcação das terras ou habitats tradicionais.

 

Aparentemente os Jogos dos Povos Indígenas e a passagem da Tocha do PAN por uma terra indígena é apenas um evento desportivo, mas para nós indígenas, mais do que isso é afirmar nossa relação com a terra e a construção de um outro mundo possível.

A réplica da Tocha do PAN juntamente com a Tocha Indígena é nossa!

Ela eesta  exposta no Memorial dos Povos Indígenas em Brasília.

M. Marcos Terena
Diretor do Memorial dos Povos Indigenas
Membro da Cátedra Indigena Itinerante



Escrito por Unegro RS às 15h59
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Religiosidade

CONSELHO ESTADUAL DA UMBANDA E DOS CULTOS AFRO-BRASILEIROS DO RIO GRANDE DO SUL 

-   CEUCAB/RS   -    

CONVITE

 

O CEUCAB/RS tem a honra de convidar para a Abertura da

 

‘SEMANA ESTADUAL DA IEMANJÁ 2008’

 

no Terminal Turístico de CIDREIRA/RS, dia 1º de fevereiro de 2008, sexta-feira, com a presença prevista de Autoridades Civis e Militares e de Lideranças Religiosas, no Palanque Oficial.

Evento Cívico Solene - As Celebrações Religiosas ocorrerão somente após o término desta programação, à beira-mar.

Programação:

22 horas   - Carreata e Procissão Luminosa  até o Palanque Oficial, saindo da

                        Pousada RAÍZES, Av. Begônia, 2480 - Bairro Costa do Sol, Fone 9146 7650;

                          

23 horas   - Abertura Oficial da SEMANA ESTADUAL DA IEMANJÁ 2008;

  -Cerimônia de lançamento - 2008/ANO ESTADUAL DO CENTENÁRIO DA UMBANDA;

  -Chamada para o I Fórum Estadual da Umbanda e dos Cultos Afro-brasileiros do RS;

 

24 horas   - Encerramento.

 

INFORMAÇÕES  no CEUCAB/RS: (51) 3224 9875 c/ LEONI  ou  (51) 3211 0423 e (51) 9156 4715 c/ KAREN.

E-mail: ceucabrs@yahoo.com.br



Escrito por Unegro RS às 13h44
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Eleições Americanas

Americanos se dizem preparados para ter presidente negro

Quatro décadas depois da morte do líder afro-americano Martin Luther King, os cidadãos americanos consideram que seu país está preparado para ter um presidente negro, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (21).

A enquete, elaborada pela rede de televisão CNN e a firma Opinion Research, afirma que 72% dos americanos brancos e 61% dos afro-americanos acreditam que os Estados Unidos estão preparados para ter um presidente negro.

Tais porcentagens são muito superiores às registradas há dois anos, quando 65% dos cidadãos brancos e 54% dos negros pensavam o mesmo.

A enquete revela também que são maioria os que acham que é possível que um candidato afro-americano se torne presidente dos EUA em uma comparação com aqueles que consideram que o país está preparado para ter uma mulher na Casa Branca.

Entre os entrevistados, 64% dos homens e 65% das mulheres opinam que atualmente é mais provável que uma presidente venha a comandar o país que um afro-americano.

Os seis temas que mais interessam os eleitores, tanto brancos como negros, são, por ordem de preferência: economia, conflito no Iraque, terrorismo, sistema de saúde, preços do petróleo e Irã.

A enquete revela que a comunidade afro-americana concede mais importância a estes assuntos que os brancos. A preocupação com temas raciais também sobressai mais na comunidade negra.

Desta forma, 41% dos cidadãos negros dizem que esse assunto terá uma grande influência na hora de escolher o candidato à Presidência, enquanto entre os brancos somente 12% afirmam o mesmo.

Quase quatro de cada dez entrevistados de ambos os grupos dizem acreditar que os EUA cumpriram totalmente, ou pelo menos quase que integralmente, o "sonho" de Martin Luther King.

O "sonho" de King, assassinado em 1968 e que hoje tem homenagem nacional a sua personalidade com feriado no país (Dia de Martin Luther King), era o de que um dia os EUA viveriam sua crença de que todos os homens foram criados para serem iguais.

Apesar do otimismo expressado sobre o "sonho" de King, 52% dos afro-americanos opinam que as diferenças raciais sempre serão um problema nos EUA, ponto de vista que é compartilhado por 43% dos brancos participantes da pesquisa.

A enquete da "CNN" foi elaborada com base nas respostas de 1.393 americanos maiores de idade, entre eles 743 cidadãos brancos e 513 afro-americanos.

Fonte: EFE



Escrito por Unegro RS às 12h08
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Infância

ONU: mortalidade infantil cai quase à metade no País

O Brasil conseguiu reduzir quase pela metade a taxa de mortalidade infantil entre 1990 e 2006, de 46,9 por 1 mil para 24,9 por 1 mil nascidos vivos, mas continuam muito grandes as disparidades entre as diversas regiões do País e entre diferentes grupos étnicos e raciais.

No índice de mortalidade inferior a 5 anos, o avanço foi ainda maior, de 57 por 1 mil nascidos vivos em 1990 para 20 por 1 mil nascidos vivos em 2006. Com isso, o Brasil passou de 86º para 113º lugar no ranking da mortalidade na infância (os primeiros lugares são ocupados pela mortalidade mais elevada) num total de 194 países.

Os dados são do relatório Situação Mundial da Infância 2008 - Sobrevivência Infantil, divulgado nesta terça-feira pela Unicef, agência das Nações Unidas para a infância, e referem-se a mortes de crianças com menos de um ano.

"O Brasil avançou mais do que a média mundial, o grande problema é a disparidade tanto entre as diferentes regiões como grupos étnicos", afirmou a representante da Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier. "O Brasil está no caminho certo, mas não saiu do túnel ainda", disse ela.

Metas do Milênio

Com estes dados, o Brasil caminha para alcançar a meta número quatro dos Objetivos do Milênio, que prevê a redução da taxa de mortalidade pela metade até 2015. A meta do País é reduzir a mortalidade de crianças com menos de 5 anos para 18. "Agora entra a parte mais difícil, que é a redução não pelo fator técnico para pelo fator humano", afirmou. "Agora vamos ver se o compromisso (do governo) do Brasil é total", diz ela.

Para isso, afirma Marie-Pierre, é preciso aumentar o investimento em programas de acompanhamento do recém-nascido e aumentar o número de crianças entre 4 e 6 anos de idade com acesso à escola. Enquanto a média nacional é de 24,9 mortes com menos de 1 ano para cada 1 mil crianças nascidas vivas, no Nordeste este número é de 36,9 por 1 mil.

O lado positivo, diz a representante da Unicef, é que a região foi a que mais avançou entre 1990 e 2006, reduzindo um pouco a desigualdade em relação a outras regiões. O relatório da Unicef mostra ainda que as crianças pobres têm mais do que o dobro de chance de morrer, comparadas às crianças de famílias mais ricas.

Índios e negros continuam em desigualdade

A taxa de mortalidade para a população indígena é de 48,5 por mil nascidos vivos (138% maior do que para a população branca), enquanto para a população negra é de 27,9 por mil (37% maior do que para a população branca). A taxa para a população branca é de 20,3 por 1 mil nascidos vivos.

Das 11,5 milhões de crianças com menos de 6 anos no Brasil, 56% vivem na pobreza, em famílias com renda per capita de menos de meio salário mínimo. Desse total, 4,7 milhões estão em famílias beneficiadas pelo Programa Bolsa Família, o que corresponde a 10,2% do total de beneficiários do programa.

Causas

Cerca de 66% das mortes ocorrem no primeiro mês de vida, e 51% na primeira semana. As principais causas de morte na primeira semana de vida estão relacionados ao nascimento prematuro, asfixia durante o parto e infecções. Para Marie-Pierre, este dado mostra que os programas pré-natais precisam continuar até os primeiros meses de vida do bebê.

A região Nordeste tem a maior taxa de mortalidade neonatal precoce do País, com 15,3 por 1 mil nascidos vivos. Os Estados de Alagoas e Paraíba têm as taxas mais altas, de 17,4 e 16,9 por 1 mil nascidos vivos, respectivamente.

"Para se manter a queda na taxa de mortalidade infantil será necessário o trabalho intenso que resulte numa maior cobertura e melhoria do pré-natal, assistência ao parto e pós-parto, que se traduz em melhor qualidade dos serviços de saúde, melhores condições hospitalares e melhoria na condição socioeconômica das populações mais carentes", afirma o relatório.

"Se não forem fomentadas no País políticas públicas com esses objetivos, corre-se o risco de uma estagnação na taxa de mortalidade", diz o documento, que alerta ainda para o fato de que é possível haver uma subnotificação dos óbitos infantis nas regiões Norte e Nordeste.

O progresso obtido até agora, destaca o relatório, foi conseguido com programas de atenção à saúde da criança, em questões como segurança alimentar e nutricional, saneamento básico, vacinação e atenção à saúde da família.

Mães
Se mostra melhora na sobrevivência das crianças, o relatório também aponta uma piora nas condições de vida das mães. A mortalidade materna aumentou 2,1% no Brasil entre 2000 e 2005, passando de 52,3 mulheres por 100 mil nascidos vivos para 53,4 por 1 mil nascidos vivos.

O estudo também mostra que a idade das mães continua diminuindo. O número de bebês nascidos de mães com menos de 15 anos aumentou, na média brasileira, de 6,9 por 1 mil nascidos vivos em 1994 para 8,8 mil por 1 mil em 2005, um crescimento de 28,6%.

O aumento ocorreu em todas as regiões. Em 1994, foram 18 mil bebês nascidos de crianças e adolescentes menores de 15 anos; em 2005, foram 27 mil.

BBC Brasil  -  BBC BRASIL.com  - Fonte: Portal Terra



Escrito por Unegro RS às 09h51
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Luther King

FERIADO NACIONAL EM HOMENAGEM A LUTHER KING

Martin Luther King Jr - herói negro

No dia de hoje, 21 de janeiro, terceira segunda-feira do ano, é feriado nacional nos EEUU para relembrar a autoridade moral e homenagear Martin Luther King Jr., o histórico líder da luta dos negros estadunidenses pelos seus direitos civis.
 
Na maior democracia do mundo, esses direitos só foram conquistados a 42 anos, quando a lei foi promulgada pelo presidente Lindon Johnson após a histórica luta que deixou marcas e exemplos para negros em todo o mundo.
Nós, negros brasileiros, devemos também reconhecer a grandeza deste ser humano que transcendeu o momento, era 1965, e tornou-se uma das vidas mais importantes e essenciais da história contemporânea.
 
Um feriado como este remete-nos à responsabilidade de conquistarmos o nosso 'sonhado' feriado para Zumbi dos Palmares no dia 20 de Novembro. Os adversários do Movimento Negro dirão que Zumbi não é Luther King, mas arrisco afirmar que o reverendo King estaria com os negros brasileiros nessa reivindicação se estivesse vivo.
 
Abaixo um link com imagens do líder grafitadas nas ruas e paredes dos States para entendermos como sua mensagem está impregnada na alma dos estadunidenses:
 
A Man on the Street-
http://www.nytimes.com/slideshow/2008/01/20/opinion/20080121_MLK_2.html
 
Os candidatos democratas à presidência Hillary e Obama, voltaram ao tema racial no dia de hoje. Não é pra menos pois estão em Atlanta, na Geórgia, a histórica cidade da luta pelos direitos civis.
 
Sidnei Silva
UNEGROS-RS




Escrito por Unegro RS às 19h10
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Negro empoderado

21 DE JANEIRO DE 2008 - 18h02

Gil critica mídia 'reducionista' e lança canal no 'YouTube'


Foi uma segunda-feira (21) atípica para o cantor e ministro da Cultura, Gilberto Gil. Em entrevista publicada no site Terra Magazine, Gil reagiu com contundência às críticas da mídia contra o Projeto Rondônia. "A imprensa é reducionista! O trabalho da imprensa - o interesse prioritário da imprensa - é o interesse industrial, é o interesse da indústria jornalística. Os outros interesses são secundários."


Gil atacou "mentalidade colonizada"

À parte os depoimentos, foi lançado, também nesta segunda, o primeiro canal exclusivo de um artista brasileiro no YouTube. E Gil foi o contemplado com o espaço - que terá material sobre sua carreira, tais como clipes, bastidores de shows, entre outros. O cantor e compositor baiano pretende fazer o lançamentos de músicas inéditas pelo YouTube.

O ministro disse, ainda, que gostaria de lançar as músicas de seu novo disco em lojas on-line, antes que seja lançado em lojas convencionais. O álbum deve ser finalizado ainda neste semestre. (Clique aqui para conhecer o canal exclusivo de Gilberto Gil.) 

Fora da música, Gil revela entusiasmo com a recente viagem à Amazônia, acompanhado pelo ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência, Roberto Mangabeira Unger. Na semana passada, o filósofo e ex-secretário de Planejamento de Longo Prazo (pasta extinta) organizou uma comitiva do governo à região Norte para debater o desenvolvimento sustentável da Amazônia. 

"Pra mim, ela (a viagem) foi ilustrativa em vários sentidos", avaliou Gil no sábado (19), em conversa com Terra Magazine, ao fim de sua coletiva à imprensa durante a São Paulo Fashion Week. "Ilustrativa porque nós constatamos que a Amazônia, especialmente o estado do Amazonas, é hoje uma fronteira avançada no sentido do relacionamento, do estreitamento que precisa ser feito entre os setores atrasados da produção e os setores avançados".  

Em debates no Pará e no Amazonas, Mangabeira apresentou o primeiro trabalho desenvolvido no governo Lula - o Projeto Amazônia. Nesse documento, esboça os eixos de ocupação e exploração da floresta. Prevê o planejamento do transporte, da matriz energética, da mineração e do uso da água.  

"O bioma Amazônica está ao lado do semi-árido nordestino. Numa região, sobra água, inutilmente. Na outra região, falta água, calamitosamente. O ingênuo indagará: por que não transportar de onde tem para onde falta?", diz um dos trechos que despertou polêmica. Em Manaus, Mangabeira Unger negou que estivesse propondo a construção de um aqueduto entre a Amazônia e o Nordeste.  

As idéias do ministro de Assuntos Estratégicos receberam fortes críticas nos jornais brasileiros. Para Gil - que se incorporou à fase final da viagem -, "o modo como a imprensa brasileira, parcialmente, tratou os primeiros momentos dessa proposta do Projeto Amazônia é reducionista".  

Na SPFW, a mais importante semana de moda do País, Gilberto Gil fez uma palestra/coletiva sobre a moda e a economia da cultura. Comparou a indústria brasileira da moda à Amazônia e seu "potencial não completamente realizado".  

Dois dias antes, em Salvador, anunciou a permanência no Ministério da Cultura, depois de ter anunciado seu afastamento para tratamento das cordas vocais. Foi tranqüilizado por sua fonoaudióloga. "A questão é não mais a perda vocal, mas o uso da voz", explicou a jornalistas em São Paulo.  

Perto de terminar a sessão de perguntas, uma repórter pediu ao ministro para definir a moda. Gil ponderou: "Não defino, a moda é plural". Para ilustrar, recordou sua roupa na passagem de som, três dias antes, no Festival de Verão de Salvador. "Fui para o ensaio com uma calça muito usada pelos meninos do Ilê Aiyê, na Bahia. É a calça do dia de minha iniciação no Opô Afonjá (terreiro de candomblé em Salvador)". Gil disse se sentir "bem" com a roupa. "E tenho outras duas. Minha moda é assim: da calça do Ilê a esse terno Prada aqui".  

A bancada dos jornalistas abandonou a sobriedade e se entusiasmou ao ouvir a palavra "Prada". Gritos e aplausos. "Uh-hu, uh-hu!". Gil voltou ao microfone: "Ah, é? Vocês só gritam "uh-hu" quando eu falo no terno Prada? Não vi a mesma reação com a minha calça. Essa é uma mentalidade colonizada que precisamos superar. Prada não é mais elegante que um turbante do Ilê Aiyê!"

Fonte: vermelho.org.br



Escrito por Unegro RS às 18h37
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Quênia

Noticiário - Seleção Diária de Notícias Nacionais - 21/Janeiro/2008

O Globo

Assunto: O Mundo/entrevista
Título: 1l Um pedido a Lula, em nome do Quênia
Data: 20/01/2008
Crédito: Graça Magalhães-Ruether
Nobel da Paz diz que única maneira de combater violência em seu país é mediar conversações entre governo e oposição
BERLIM. Wangari Maathai, 67 anos, Nobel da Paz de 2004, diz que a União Africana vai apelar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 'um grande amigo da África', por ajuda num diálogo entre o líder da oposição queniana, Raila Odinga, e o presidente, Mwai Kibaki. Em entrevista ao GLOBO por telefone, de Nairóbi, a ex-ministra do Meio Ambiente do Quênia diz esperar ajuda também do pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama, filho de queniano. 'Vivemos uma tragédia nunca vista no país, e receio que o clima de violência contamine outros países africanos', desabafou ela, conhecida como 'a voz verde da África'. Maathai pertence à etnia quicuio - vítima de grande parte dos ataques atuais no Quênia, perpetrados pela etnia rival luo.

Graça Magalhães-Ruether
O que na sua opinião deve ser feito para acabar com a violência no Quênia?

WANGARI MAATHAI: O único meio de acabar com a violência no país é conseguir pôr o presidente Mwai Kibaki e o candidato da oposição Raila Odinga em uma mesa de negociações. Eu apelo à comunidade internacional para que use todo seu poder de influência para pressionar os dois e acabar, assim, com o derramamento de sangue. Já chegaram a Nairóbi a moçambicana Graça Machel, esposa do ex-presidente africano Nelson Mandela, e Benjamin Mkapa, ex-presidente da Tanzânia. Eles aguardam a chegada do ex-secretário geral da ONU Kofi Annan, que vai tentar uma negociação. Mas eu gostaria de apelar também aos amigos do nosso país e da África para que ajudem. Refiro-me ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que tive a honra de conhecer por ocasião de um encontro em Brasília, uma cidade linda, em 2005. A União Africana poderá pedir a ajuda do presidente Lula, que é um grande amigo da África.Também o politico americano Barack Obama, filho de um queniano e admirado aqui por todas as etnias, poderia exercer pressão sobre os dois grupos rivais (quicuio e luo).

O pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama é descendente de uma família de luos. Ele é aceito com simpatia também pelas outras etnias?

MAATHAI: Obama é um grande amigo do Quênia. Ele é aceito e admirado por todas as etnias e enviou ao nosso país uma mensagem, apelando pela reconciliação e o diálogo. Ele lembrou que os valores democráticos devem ser respeitados, quer dizer, o resultado da votação deveria ser respeitado.

Por que a senhora abandonou o governo do presidente Mwai Kibaki?

MAATHAI: Eu fiz parte desse governo mais deixei de apoiá-lo. As causas da crise de hoje já começaram há muitos anos. Kibaki e Odinga foram no passado aliados. Os dois lutaram juntos para derrubar o governo do então presidente Daniel Arap Moi. Odinga apoiou Kibaki, que venceu a eleição. Mas o presidente Kibaki não cumpriu a sua promessa, de indicar Odinga para primeiro-ministro. Ele traiu assim os quenianos, que o elegeram porque queriam uma mudança no país, um governo com representantes das duas principais etnias, os quicuios e os luos. Hoje Kibaki está isolado, porque cometeu muitos erros. Eu deixei o governo porque a sua política causou uma divisão dramática do pais. Além disso, tive divergências com o presidente no que se refere ao projeto de uma nova Constituição, que daria a ele mais poderes.

Raila Odinga acusa Kibaki de fraude eleitoral. A senhora concorda com ele?

MAATHAI: Não sei se houve ou não fraude. A comissão eleitoral cometeu o grande erro de ter demorado bastante para anunciar o resultado e todo o processo ocorreu de uma forma misteriosa, sem transparência, criando um clima de enorme desconfiança no país.

A senhora vê ainda como possível um acordo entre Kibaki e Odinga?

MAATHAI: O problema é que Odinga se recusa a participar de um governo porque julga que ele ganhou e Kibaki perdeu a eleição. Da minha parte eu diria: não sabemos quem ganhou. Mas os dois poderiam chegar a um acordo para acabar imediatamente com o conflito, que ameaça dividir o país. Eles poderiam sentar em uma mesa de negociação e planejar um passo seguinte, como a realização de novas eleições. Já com o início do diálogo seria possível acabar com o clima de ódio.

O conflito entre Odinga e Kibaki é determinado também pela rivalidade entre as duas principais etnias do pais?

MAATHAI: Em geral, há a tendência de se associar qualquer conflito na África ao conflito das etnias. Isso é um problema real no nosso continente. Mas a crise atual do Quênia é alimentada por dois focos de divergência. Trata-se de uma crise politica, de dois políticos e seus grupos que reclamam para si o poder. Se a senhora olha para o 'pentágono', como é chamado o grupo do partido da oposição, Movimento Democrático Laranja (MDL), de Odinga, vê como os seus membros são todos de uma mesma tribo. Também o grupo de Kibaki é praticamente todo da etnia dos quicuios. Os dois grupos usam as animosidades que existem entre as etnias para tirar proveito político.

Como integrante da etnia dos quicuios, que têm sido perseguidos por outras etnias, a senhora tem medo da violência?

MAATHAI: Eu estou terrivelmente chocada com o que está acontecendo. Nunca julguei que isso fosse possível no Quênia, um país que havia aprendido nos últimos anos uma vida civilizada e a cultivar valores da sociedade civil. Estou muito frustrada e com muito medo que o conflito atual escale e transforme-se em guerra civil. Há uma escalada do ódio entre as etnias. Nós vivemos uma tragédia nunca vista antes no país e receio que o clima de violência contamine outros países africanos. Não esqueça que o Quênia era um dos países de melhor situação e estabilidade na África. Por isso, é ainda mais importante que a comunidade internacional pressione Kibaki e Odinga.

A senhora tem conseguido trabalhar na sua ONG, 'O Cinturão Verdet', com a crise atual?

MAATHAI: Eu tento, mas é muito dificil. Minha organização fica numa rua que é palco de muitos confrontos. Muitos dos meus funcionários deixaram Nairóbi, para fugir da violência. Outros perderam suas casas. Todos estamos apreensivos com a situação. Os nossos projetos estão na maioria parados no momento.


Escrito por Unegro RS às 16h42
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
Categorias
  Todas as Categiorias
  Link
Outros sites
  UOL - O melhor conteúdo
  BOL - E-mail grátis
  Portal Vermelho
  U N E G R O - Rio Grande do Sul
  Corrente Sindical Classista
  União Brasileira de Mulheres
  Centro de Estudos Sondicais
  União Nacional de Estudantes - UNE
  União Brasileira de Estudantes Secundaristas
  Unegro São Paulo
  Central Unica dos Trabalhadores - CUT
  União da Juventude Socialista- UJS
  DIEESE » Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos
  DIAP » Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar ?
  SBPC » Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
  Ibase » Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas -
  Radio Ipanema FM - 94,9
  observatório da Imprensa
  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica
  Movimento Nacional em Defesa da Língua Portuguesa
  José Antonio dos Santos da Silva
  RS URGENTE
  Cooperativa Girasol
  VOTE 7 MARAVILHAS DO MUNDO: CRISTO REDENTOR
  Contra a Homofobia - Nuances
  UNEGRO - Minas Gerais
  UNEGRO - BRASIL
  FOTOS DO 3º CONGRESSO NACIONAL DA UNEGRO
  FOTOS 3º CONGRESSO NACIONAL DA UNEGRO II
  Vídeos do Youtube do 3º Congresso UNEGRO
  Vídeos do Youtube do 3º Congresso Nacional UNEGRO
  Vídeos no Youtube do 3º Congresso Nacional UNEGRO
  Centro de Cultura Negra do RS
  FOTOS DA POSSE DO CODENE
  SÁTIRA MACHADO - JORNALISTA E ATIVISTA NEGRA
  CLUBES NEGROS DO BRASIL
  SEPPIR
  Mauricio Pestana
Votação
  Dê uma nota para meu blog